terça-feira, 21 de junho de 2011

Testes em animais: a polêmica!!!!!

Olá Pessoal!
Primeiramente gostaria de me apresentar. Meu nome (mudado recentemente!) é Kelly Bueno Condotta. Sou mestranda em ciências farmacêuticas pela UFRGS e colega de laboratório da querida dona desse blog. Tive o prazer te tê-la como minha co-orientadora de TCC e agora adoro mais ainda ser sua parceira nas loucuras nanotecnológicas. Sou doida por maquiagens e ando na minha maior fase “cosmetaholic”.

Apresentações à parte, vamos ao que interessa. Levei bastante tempo pensando no que escrever no meu primeiro post, que obviamente deveria ser uma coisa bem interessante pra fazer jus aos posts da Denise. Dia desses estava navegando pelos 500 mil blogs de cosméticos e maquiagens que acompanho e vi alguns comentários sobre escolher essa ou aquela marca porque os produtos eram ou não eram testados em animais. Plin! Acendeu a lâmpada! Estava escolhido o tema do meu primeiro post! Até porque, trabalho com experimentos em animais no meu mestrado (para fins farmacêuticos!!!!) e sou colaboradora de outros trabalhos que envolvem animais. Já fiz curso sobre uso ético de animais e estou sempre buscando informações a respeito, pois sou muito questionada (e às vezes criticada) por trabalhar com isso.

Animais para testes em cosméticos é um tema bastante polêmico, já que ao se tratar de algo “supérfluo” algumas pessoas acham que o uso de animais é completamente dispensável. Eu concordo e discordo. Concordo com o fato de que esses animais podem ser usados para pesquisas muito mais importantes para a SAÚDE das pessoas. Mas discordo pois não adianta os produtos deixarem de ser testados ou serem testados de maneira equivocada e causarem alergias sérias às pessoas. Devido à evolução da pesquisa e da ciência, desde os anos de 1980 os pesquisadores vêm buscando alternativas ao uso de animais de laboratório, tentando substituir os testes in vivo (em animais) por testes in vitro (cultura de células, tecidos e órgãos isolados), desde que estes tenham VALIDADE E CORRELAÇÃO com o que acontece no organismo.

No Brasil, desde a década de 1970 os cosméticos precisam ser registrados antes de serem comercializados. A partir de 1996 eles foram divididos em dois graus de risco. Os de grau 1 (produtos com risco mínimo) são os xampus, sabonetes, cremes, maquiagens entre outros e desde 1999 não precisam mais de registro para serem comercializados, somente notificação. Os de grau 2 (produtos com risco potencial) são aqueles que possuem uma indicação específica como filtro solares, anti-rugas, tinturas, sabonetes antissépticos, produtos anticaspa, desodorantes antitranspirantes, alisantes, creme para celulites, cremes esfoliantes, produtos infantis, entre outros. Esses sim precisam apresentar os testes de segurança e eficácia para serem comercializados!!!

Os riscos que são avaliados para produtos cosméticos são os do tipo irritativo, alergênico e sistêmico (que atinge todo o organismo pela via oral ou por permeação cutânea). Vários testes in vitro desenvolvidos já foram aceitos e são utilizados na avaliação do risco irritativo. Porém, nem todos estão validados, pois houve diferença de resultados entre os laboratórios. É importante lembrar também que o que vale para um país não necessariamente vale para outro, pois as formulações podem ser alteradas ou adaptadas para atender melhor as necessidades daquela população. Por isso, cada país deve ter sua própria legislação. Além disso, os testes de segurança e eficácia de produtos cosméticos (que são os que podem vir a utilizar animais) são realizados somente nos PRODUTOS ACABADOS e não nos que estão sendo pesquisados/desenvolvidos.

A ANVISA (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) possui um link de perguntas sobre esse assunto: O uso de animais para testes em produtos cosméticos é permitido? Eles discutem que, apesar de ser uma tendência, o Brasil ainda não tem uma legislação sobre o assunto. Por enquanto há apenas o Guia para Avaliação de Segurança de Produtos Cosméticos. De acordo com esse documento, o uso de animais para avaliar a segurança dos cosméticos não pode ser completamente abandonado por falta de métodos alternativos validados. Se você quiser ler mais a respeito, os links para estes dois documentos estão aqui e aqui.

Espera-se que na Europa até 2013, todos os testes em animais sejam substituídos, desde que corretamente validados e correlacionados com o que acontece in vivo. Enquanto isso não ocorre, sempre deve prevalecer a ÉTICA ao trabalhar com qualquer tipo de animal, em qualquer tipo de experimento, cuidando para evitar ao máximo o seu sofrimento.

Bom, por enquanto é isso! Espero que tenham gostado. Eu estou muito contente pois é a minha primeira experiência escrevendo para outras pessoas sem ser um trabalho científico. Estou numa correria com o final do mestrado, mas vou fazer o possível para voltar em breve! Ah! Estou aceitando sugestões para os próximos posts!

Beijos
Kelly


domingo, 5 de junho de 2011

NanoFrizz Control - o resultado!

Genteeeeeeeeeeeeeeee!!! Como eu havia comentado, eu ainda tinha aqui em casa para testar o NanoFrizz Control da Inventiva.
Esse é um produto mega novo, quentinho saindo do forno da Inventiva (nem ta no site ainda!), que as meninas me confiaram para testar!
Em princípio achei que seria meio sem resultado pra mim, pois meu cebelo além de ser liso ta mega compridão, e o peso faz com que ele fique mais liso ainda. Dessa forma fica difícil de ver o frizz dele. Contudo, resolvi fazer o teste!
Lavei meu cabelo com um shampoo normal (e bom! pra não dizerem que eu forcei a barra!) - Pantene cabelos normais - e apliquei o NanoFrizz Control em apenas uma metade dos cabelos. Deixei de lado secador, escova e etc e deixei eles secarem ao vento! =P
O resultado? Ta na foto ai de baixo! Não é que deu mesmo pra ver a diferença?!?!! =D
Olhem vocês e me digam o que acharam!


Sem                                   Com

Eu amei! ;)

bju
Denise

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Nanodelícias para o cabelo!

Bom, para quem não sabe eu faço doutorado em nanotecnologia e por isso sou fã dessa área!
Além disso sou uma apaixonada por cosméticos para os cabelos... resultado? AMEI a linha de produtos para os cabelos da Inventiva (Se você não sabe ainda quem é a Inventiva, por favor, clique aqui!).

Eu consegui amostras das matérias-primas da Inventiva e testei em mim e em algumas amigas! Os resultados foram fantásticos!

Meu Favorito: NanoVit Hair
O NanoVit Hair é composto de lipossomas de queratina hidrolisada associada a vitamina E que juntamente conseguem restabelecer a estrutura do fio através da reparação e selagem das escamas queratinizadas.
Eu usei em mim após o shampoo anti resíduos. Como resultado eu senti que as pontas do meu cabelo (que são descoloridas) ficaram bem melhor. Diminuiu muuuuito aquela sensação de "cabelo enroscando", "fios se atritando", sabe?!
Nas minhas amigas eu usei durante o processo de alisamento! Sim! Bem no meio do processo da progressiva! Me pareceu que o cabelo delas não ficou tããão destruido! =)
Eu até cortei uns pedacinhos de cabelos pra olhar no microscópio e ver se deu resultado mesmo! Se eu conseguir colo aqui no blog pra vocês!



Proteção para a cor: Nutrinvent Hair
A combinação de proteínas da soja, trigo e aveia e de licopeno formam um complexo nutritivo altamente hidratante e condicionante aos cabelos, além das características revitalizantes e antioxidantes promovidas pelas propriedades intrínsecas das matérias‐primas selecionadas para a composição de Nutrinvent Hair LV, que trazem proteção frente à ação dos raios UV.
Além disso, o uso do Nutrinvent Hair antes de aplicar a progressiva de carbocisteína ajuda a proteger a cor dos cabelos. Claro que não evita a abertura do tom, mas abre bem menos e evita ainda que o cabelo tingido de loiro possa adquirir uma tonalidade alaranjada! Isso porque osantioxidantes da formulação ajudam a proteger os pigmentos naturais dos cabelos.
Esse eu também usei nas minhas amigas que fizeram a progressiva, antes de começar todo o processo! Foi ótimo! As loiras conseguiram manter a tonalidade bem próxima da original, quase não da pra perceber a mudança no tom do cabelo! Além do que ficou bem brilhoso o cabelo!



Ainda falta eu testar o NanoShine Hair e o NanoFrizz Control! Assim que eu tiver o resultado vou postar para vocês aqui no blog!

Empresas de todo Brasil: O QUE VOCÊS ESTÃO ESPERANDO?!? Já comprar as coisas da Inventiva e fazer os produtos! Minhas amostras estão acabando! =(

bjus
Denise

terça-feira, 31 de maio de 2011

FCE 2011

Semana passada, para quem não sabe, ocorreu em São Paulo (SP) a 16ª edição da FCE Cosmetique, uma das maiores feiras de cosméticos no Brasil. Paralelamente ocorreu o 25º Congresso Brasileiro de Cosmetologia e pela primeira vez eu consegui participar de ambos os eventos!

O que eu gostei:

- A-D-O-R-E-I a nova linha de maquiagens da Faber Castel! Sério, eu não imaginava que eles tinham cosméticos, mas até que faz sentido a maior produtora de lápis (e afins) produzir cosméticos relacionados com coloração!
Achei muito fofa a linha deles, mas fiquei triste ao saber que ainda ninguém comercializa! =(
A Faber Castel é uma terceirizadora de produção e essa linha própria eles estão a produra de quem queira comercializar.
Para quem não sabe, uma terceirizadora de produção é uma empresa que produz para aquelas que não tem planta industrial ou que querem produzir algo que não dá para produzir na sua propria planta (por falta de espaço ou exigências da ANVISA). Essa é uma prática bem comum, inclusive na produção de maquiagens, as quais precisam de um planta individualizada ("exclusiva"), ou seja, não se pode produzir rímel na mesma planta industrial (no mesmo local) que um shampoo.


- Gostei muuuuuito da apresentação do estande da FAV 105 Fragrances! Ele era todo em veludo vermelho no estilo Moulin Rouge, com direito a dançarinas de cancan e tudo!
Só fiquei triste que não me deram a mínima bola. Fui lá mais d uma vez e os atendentes se quer olharam na minha cara! Nem um folderzinho rolou! =/
Paciência, uma pessoa com os dizeres "Serviço Nacional de Aprendizado na Indústria" na credencial não parece ser um cliente em potencial... umpf! =/
Pelo menos consegui cehirar 2 produtos que estavam expostos... bem boas as essências, mas não tenho muito mais como falar pois não tive a chance de conhecer o trabalho deles.


- O estande da Bandeirante deu um espaço muito legal pra Inventiva (empresa de nanopartículas para uso em cosméticos). Gotei muito da dedicação das gurias da Inventiva no atendmento ao público! Mesmo com toda a muvuca do estande (mega lotado) elas não deixaram de atender ninguém! Como elas me conhecem tive que observar elas mais de longe, pra não dizerem que eu achei que elas atenderam bem só porque elas ME atenderam! ;P
Além disso o folder que elas mandaram fazer estava muuuuuuuito lindo! Com todos os produtos para cabelos que eu AMO!

Fora isso os demais estandes estavam muito bem apresentados, a maioria cheio, mas o atendimento para pessoas como eu muito fraco. Eles visam clientes em potencial e eu.... bem... não parecia ser.

Quanto ao congresso... eu fiquei um pouco decepcionada com as palestras técnicas. Achei que faltou mais atenção dos apresentadores ou de quem treinou esses apresentadores. Eu ouvi muitos termos técnicos errados (como por exemplo "faixa de pH de 3 a 10 %", fala sério, pH%?!) e definições erradas (como dizer que dodecil sulfato de sódio não é um sal!).
Enfim... acho que dentro das empresas o setor comercial deve ser melhor orientado... ou então os farmacêuticos do P&D é que deveriam dar essas palestras.

E você, foi na FCE? O que achou?

;)
bju
Denise!


sábado, 21 de maio de 2011

Reportagem do Vida e Saude!

Para quem não viu, aqui está a entrevista que eu dei para o Vida e Saude (RBS TV, afiliada da Rede Globo no RS) a respeito do uso de mediamentos como cosméticos!

bj Denise! 



quinta-feira, 19 de maio de 2011

Nova parceria!

Queridos e amados leitores!
É com muito prazer que eu apresento para vocês a minha nova parceira de blog: Kelly Bueno da Silva (que em breve vai mudar de nome porque vai casar, hehehe)!
A Kelly vai passar a escrever junto comigo pois eu sinceramente preciso de um reforço na parte de maquiagem (principalmente!) e cosméticos para o rosto, na qual ela é expert!
A Kelly faz mestrado no mesmo grupo onde eu faço doutorado, logo eu tenho o privilégio de trabalhar lado a lado com ela!

Espero que vocês aprovem essa parceria!

bjus a todos!

Denise
(a partir de agora vou precisar assinar, né?! hehe)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Cellophane para os cabelos! Amo!

Veja bem, é CELLOPHANE, com 2 “L” e PH.
Não se trata de pegar o papel celofane, desmanchar em água e passar no cabelo. O Cellophane da Sebastian é um dos cosméticos que eu mais amo! Na minha opinião de farmacêutica, é a formulação mais simples e mais inteligente que alguém já criou!
Porquê?

Vamos à ciência então!

O propósito do Cellophane é principalmente dar brilho ao cabelo. Pra isso, a Sebastian (que eu descobri que é uma linha da Wella), buscou um tipo de pigmento que tem um alto poder de refletir a luz. Aliou isso a uma formulação que tem um bom poder de fixação no fio e TÁ-DÁ!!!! Eis o resultado maravilhoso! O Celophane restaura o brilho no cabelo com o auxílio desses pigmentos que refletem muito a luz. Então quem olha o cabelo vê um super brilho, principalmente quando bate a luz do sol.
A Sebastian ainda foi um pouco mais além e uniu diferentes pigmentos criando uma escala com diferentes tonalidades que podem ser escolhidas conforme tom de cabelo que se deseja obter. Mas veja bem: o Celophane é uma coloração dita translúcida, pois ela reflete a cor, mas o produto não é capaz de dar uma cobertura ao fio. O Cellophane não é tintura (não tem amônia, nem nada do tipo), ele não tinge fios brancos, apenas cria uma camada levemente pigmentada que com a luz cria um reflexo com a cor escolhida.
Na formulação ainda tem silicone, o que ajuda a dar uma hidratadinha e restaurada nos fios secos, mas o produto não serve como uma hidratação.

Como que eu (Denise) uso:
Eu tenho os cabelos morenos com algumas mechinhas nas pontas. Como as minhas mechas estavam meio apagadas e desbotadas eu apliquei o Golden Blond (loiro dourado). Como resultado as minhas luzes ficaram mais evidentes e com um tom mais caramelo. O restante do cabelo, por ser escuro, só ficou com o brilho que o Cellophane confere, não sendo possível ver coloração (como eu disse, ele não cobre a cor).

O Cellophane pode cobrir as luzes?
Cobrir totalmente acho difícil... a menos que se use o Deep Brunette (castanho escuro), mas o que pode acontecer é fechar um pouco o tom (dar uma escurecida).

E quem não quer correr o risco de mudar o tom do cabelo?
Simples, basta usar o Clear, que é o que não tem nenhum pigmento de cor. Daí a função vai ser somente brilho!

O Cellophane estraga o cabelo? Posso usar depois de outras químicas?
Não, o Cellophane não estraga o cabelo, eu diria que ele é quase um condicionador com pigmentos que aderem no cabelo. Ele não tem “química” nenhuma, são apenas “processos físicos”, entende?!. Dessa forma: Sim! Pode ser usado após qualquer química capilar!


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Progressiva... O Resultado!

Ok, foi! Conforme eu tinha falado no post anterior eu testei 2 progressivas: a X-Tenso da L'Oreal (com tioglicolato) e a Kerapower Perfect Liss da Tanagra (com carbocisteína).
No total eu fiz 3 progressivas:
- 2 X-Tenso L’Oreal: uma em cabelo natural e uma em cabelo com mechas (Sim! Usei tioglicolato em cabelo com mechas!).
- 1 Kerapower Perfect Liss Tanagra em cabelo com mechas.

Resultados:

L’Oreal

O grande problema foi que eu segui as instruções da caixa. Lá não dizia que era necessário fazer a chapinha/escova durante ou após o procedimento (erro de novata). Com isso eu tive como resultado um alisamento não tão eficiente.
No cabelo natural, o qual era onduladão, eu consegui diminuir o ondulado, mas não completamente. Na hora pareceu que tinha ficado liso, mas o comentário é que nos dias seguintes “voltou” um pouco o ondulado do cabelo. No cabelo que tinha mechas o problema era volume, o qual deu pra baixar... não completamente, mas um pouco. Como esse cabelo era com mechas eu usei o X-Tenso para cabelos coloridos, que segundo a atendente da loja é mais leve que o para cabelos naturais.
Infelizmente eu não tirei fotos para mostrar, até porque nem ia dar para perceber direito eu acho.

O que aprendi:
- Preciso urgente de uma chapinha!
- É necessário fazer a chapinha depois da retirada do alisante (antes de aplicar o finalizador) e depois de terminar tudo.

O que não gostei:
- Do cheiro (ovo podre! Horrível!), e do efeito que ficou nas pontas! Achei que as pontas ficaram muito... elétricas... sei lá... meio ressecadas, espigadas parece.


Tanagra

Essa eu fiz beeeeem direitinho. Com direito a chapinha e tudo! Até tirei foto do antes e do depois pra mostrar! =)


Antes


Depois


Meu receio estava no fato que tinham me dito que a carbocisteína pode desbotar a cor do cabelo e, eventualmente, pode deixar as luzes meio alaranjadas. Mas graças a Deus isso não aconteceu! Isso pode acontecer pelo seguinte (explicação científica): A carbocisteína é veiculada em uma formulação bem ácida. Além disso, a chapinha (que deve ser beeeem quente – 200 °C), é feita com o produto ainda no cabelo. Essa combinação de acidez + calor  excessivo + oxidação que a carbocisteina provoca pode degradar alguns pigmentos orgânicos, fazendo com que colorações desbotem ou tons abram.
É verdade que as luzes da minha “cobaia” abriram um pouco o tom, mas nada gritante! Apliquei exatamente como o fabricante recomendou e achei sinceramente que o resultado ficou um espetáculo.
Além disso, gostei muito da textura do produto, fácil de aplicar no cabelo e o cheiro, durante essa aplicação, era bem bonzinho!

O que aprendi:
- Carbocisteína abre a cor das luzes mesmo, mas de forma discreta! Contudo é preciso ter cautela de cabelo para cabelo!
- Realmente ainda preciso de uma chapinha e de um secador mais potente! =P

O que não gostei:
- O cheiro que o produto solta quando se faz a escova e a chapinha... é meio enjoativo, parece uma baunilha!


terça-feira, 10 de maio de 2011

Progressiva... ou algo do gênero!

Sim... resolvi me aventurar nessa jornada!
Ontem, mais precisamente às 18h, fui à loja Coprobel (Porto Alegre, RS) e comprei 2 produtos para alisar cabelos.

Um deles me foi indicado para quem tem cabelos descoloridos, da linha da Tanagra, o Kerapower Perfect Liss. Segundo a atendente ele é com o ativo carbocisteína, que pode ser colocado sobre os cabelos descoloridos, tingidos ou que já foram alisados com outras químicas.
As opiniões na internet relatam que o produto é bom, mas que não alisa o crespo, só suavisa as ondas. Mas para a minha cobaia número 1 vai ser perfeito! hehehehe


O segundo é o X-Tenso da L'oreal. Esse eu já tinha ouvido muuuuito falar. Quando eu fiz o meu trabalho de conclusão de curso da faculdade (que foi sobre a química do alisamento capilar), eu fiz um levantamento (na época) dos produtos mais usados nos salões de Porto Alegre. Esse era um dos mais usados, sempre com um valor beeeem alto (dependendo do salão e do cabelo, logicamente).
Eu comprei a versão do X-tenso para cabelos naturais, pois vem de encontro com os cabelos da minha vítima número 2! huahauhuah.

Mas calma gente!!!! Eu tenho mechas de cabelo natural em casa para fazer uns testes antes de cometer os crimes!
Vou aproveitar e tirar fotos quando eu fizer pra valer pra colocar os resultados aqui! Assim vai ser legal para comparar esses dois ativos que estão sendo utilizados no mercado!
Sinceramente estou pretendendo me especializar mais a fundo nessa área prática de química capilar, então QUALQUER DICA É BEM VINDA!!!! ME AJUDEM!!!
E se alguém quiser se candidatar a próxima vítima aproveite! Só to cobrando o produto po enquanto!!! ;P

sábado, 30 de abril de 2011

Alimentos funcionais, ração humana, nutricosméticos... einh?!

Pois é... são tantas classes que a gente acaba se confundindo. O que é o que? Qual a diferença? TEM diferença? Funciona?
Ok, vamos organizar esse monte de informações! Por sorte eu estou atualmente trabalhando com ma equipe fera no SENAI-RS composta por Engenheiros de Alimentos (Maria Júlia, Alexia e Camila) e um Químico Industrial de Alimentos (Carlos) que entendem TUDO de alimento e me deram uma força!

Um alimento pode ser considerado FUNCIONAL se for demonstrado que o mesmo pode ser benéfico para uma ou mais funções no nosso organismo, além de possuir os adequados valores nutricionais. Ou seja, ele deve ser importante para saúde (para o bem-estar) e para a redução do risco de alguma doença.
Exemplo: omega-3, é nutritivo e auxilia na prevenção de problemas cardiovasculares.

Os alimentos funcionais podem ser tanto de origem animal como de origem vegetal, e são classificados como:
1)   Probióticos: microorganismos vivos que auxilia principalmente nas funções intestinais. Auxiliam na digestão e absorção de nutrientes. Os mais famosos são os Lactobaccilus casei shirota, presentes no Yakult.
2)   Prebióticos: são oligossacarídeos não digeríveis, porém fermentáveis; são os principais substratos para o crescimento dos microrganismos dos intestinos (o “alimento” dos Lactobaccilus).
3)   Alimentos Sulfurados e Nitrogenados: são alimentos que auxiliam principalmente na limpeza do fígado. São geralmente os vegetais de cor verde escuro como o brócolis e a couve. Outros alimentos que também tem essa propriedade são: couve de bruxelas, couve-flor, repolho.
4)   Vitaminas e compostos fenólicos: que possuem ação antioxidante (ja falei sobre isso aqui), importante para evitar o estresse oxidativo, que é responsável por várias doenças.
5)   Ácidos graxos poliinsaturados: tem um papel protetor importante, pois auxiliam na redução do colesterol, no combate contra doenças de fundo inflamatório (como arteriosclerose, doença de Alzheimer, alguns tipos de câncer) e no controle de doenças autoimunes (como a doença de Crohn). Esses ácidos graxos são encontrados principalmente em peixes de água doce e em vegetais como a linhaça e algumas algas marinhas.
6)   Fibras: o efeito das fibras é pela redução dos níveis de colesterol sangüíneo e diminuição dos riscos de desenvolvimento de câncer, devido a três fatores: retenção de substâncias tóxicas ingeridas ou produzidas pelo trato gastrointestinal durante processos digestivos; redução do tempo de digestão, promovendo uma rápida eliminação dos resíduos alimentares e formação de substâncias protetoras pela fermentação bacteriana dos compostos de alimentação.

Essa definição toda foi dada para eu poder explicar que a RAÇÃO HUMANA nada mais é do que um alimento funcional.
A ração humana e a mistura de diversos alimentos, na sua forma “original”, ou seja, sem processamento, visando juntar o máximo de efeitos benéficos e protetores ao organismo.
Geralmente na ração humana se busca misturar alimentos com muitas fibras, para que o tempo de trânsito dos alimentos no trato gastrointestinal seja reduzido, o que até pode auxiliar na redução de peso. Também são colocados alimentos ricos em compostos Sulfurados e Nitrogenados para auxiliar na desintoxicação do fígado, além de outros alimentos que auxiliem na diurese, combate ao colesterol (como a linhaça), e que tenham propriedades antioxidantes (para deixar a pele mais bonita).

Já os NUTRICOSMÉTICOS tem tooooodos esses ativos que estão presentes nos alimentos funcionais, porém os nutricosméticos não são classificados como alimentos funcionais.
Os nutricosméticos possuem APENAS os ativos de interesse isolados e encapsulados, ou seja, não é o alimento original e sim ele processado! Dessa forma eles passam a ser considerados NUTRACÊUTICOS. Ou seja, são produtos que abrangem desde os nutrientes isolados e suplementos dietéticos na forma de cápsulas até os produtos beneficamente projetados, produtos herbais e alimentos processados tais como cereais, sopas e bebidas.
Os nutricosméticos trazem um novo conceito para cosmetologia: o tratamento de dentro para fora. Na realidade os nutricosméticos são cápsulas e suplementos nutricionais, compostos praticamente (massivamente) de antioxidantes, os principais compostos dos cremes antirrugas. Esses antioxidantes podem combater os radicais livres que causam o envelhecimento precoce da pele, ajudando a prevenir o aparecimento das rugas.
Quanto à efetividade quando comparado com os cremes antirrugas... bom... eu tenho minhas dúvidas, porque nos cremes vão outros compostos para ajudar na aparência da pele, na hidratação cutâneas, que por via oral não tem como tratar. Além disso, tudo que entra pela boca passa pelo fígado, que é uma máquina de metabolização e eliminação... eu não sei o quanto desses nutrientes realmente chega ao destino objetivado. Se for para ficar mais bonita através de uma boa nutrição eu sou da opinião que o melhor é uma reeducação alimentar!
A vantagem desses nutricosméticos é para quem odeia ou esquece de passar os seus cremes (e quem ainda tem uma alimentação ruim). Tipo assim: toma as cápsulas e tá feito o tratamento do dia.

“Perde-se” menos tempo, mas com um gesto (tomar as cápsulas) trata-se o corpo inteiro e complementa-se a alimentação. É a vida moderna... parece meio triste, mas é a realidade! hehe


quinta-feira, 21 de abril de 2011

Não desrespeite a Química Farmacêutica!

Esse post foi feito para a Priscilla Rezende do blog Sacola Phyna, a qual tenho o prazer de dizer que é minha leitora. Ela me alertou para uma determinada prática entre leigos na internet que eu classifico como desrespeito pela química farmacêutica! Mas calma, eu explico minha indignação!
Dentro de uma empresa farmacêitca existe um setor chamado P&D ou Pesquisa e Desenvolvimento. Os farmacêuticos que trabalham ai se dedicam arduamente para desenvolver preparações capazes de tratar o nosso organismo com o mínimo de efeitos colaterais possíveis. Para isso, é estudado o fármaco e principalmente a VIA DE ADMINISTRAÇÃO, ou seja: via oral, via pulmonar, via endovenosa (os injetáveis), via cutânea (aplicados sobre a pele). Cada via tem as suas características, a efetividade de uma formulação está ligada aos componentes e suas compatibilidades com a via por onde eles serão utilizados.
Essa semana eu me deparei com atrocidades (me desculpem a palavra, mas é verdade) que algumas pessoas estão cometendo com preparações farmacêuticas! Veja bem, não é por “mero capricho” que a ANVISA registra de forma separada MEDICAMENTOS e COSMÉTICOS. Dessa forma, não se pode pegar um medicamento que “parece inofencivo” e de forma deliberada transformar ele em cosmético de uso diário! Isso pode comprometer seriamente a sua saúde ou integridade física a curto ou longo prazo.
Para contextualizar o porquê desse meu manifesto, essa semana eu descobri na internet que algumas pessoas vêm usando medicamentos como se fossem cosméticos, e vou citar aqui alguns dos perigos que isso pode trazer!

1 – Leite de magnésia: esse medicamento é uma mistura bem alcalina de hidróxido de magnésio com água, para tratamento de desordens gástricas. Alguns sites sugerem o uso dessa preparação como primer de maquiagem (também conhecido como pré-maquiagem).
Na cosmética, o magnésio é um mineral altamente utilizado na preparação me maquiagens por apresentar boa adesão na pele, alta capacidade de absorver água e gordura, além de ser um ótimo fundo de cor (ou seja, ele realça a cor e impede que ela fique com aquele aspecto transparente). Contudo, não é por acaso que a indústria cosmética usa o ESTEARATO de magnésio, ao invés do HIDRÓXIDO de magnésio.
Acreditem, muitos estudos de compatibilidade cutânea são feitos, a matéria-prima é altamente trabalhada até que se atinjam as condições ideais de segurança para uso do consumidor final.
Para quem não sabe a nossa pele tem um pH próximo a 5. Todas as preparações cosméticas de boa qualidade buscam um pH próximo a esse para evitar lesões na pele e principalmente para evitar a destruição da flora natural (sim! Existem microorganismos sobre a pele que fazem a primeira barreira de defesa do nosso organismo). Agora, você sabe qual é o pH do leite de magnésia? 10! Simplsmente 100.000 vezes maior (pois o pH é um logarítimo e aumenta 10 vezes a cada unidade). O suficiente para, a longo prazo, causar lesões na pele do tipo “queimadura”, além de acabar com a flora cutânea.

2 – Máscara de Aspirina: sério? Essa eu fiquei chocada! Tudo bem que ácido acetilsalicílico é parecido com ácido salicílico... mas ninguém se perguntou se o ACETIL faria diferença ou não? Ninguém parou pra pensar porque que a indústria cosmética até hoje não usou o ácido ACETILsalicílico se ele é tão maravilhosos assim? É simples a resposta: embora ele seja um ótimo antiinflamatório, ele não tem a mesma ação (de esfoliação e combate a acne) que o ácido salicílico. Não existem estudos que mostrem a eficácia e segurança do uso desse ativo na pele, então porque pegar comprimidos de uso farmacêutico para via oral, triturar e jogar no rosto arriscando causar lesões ou outros problemas pra pele?

3 – Máscara de Cebion: sééééério??? Essa eu choquei 3 vezes mais! Tudo bem, vitamina C é ótima para pele, tem ação anti aging, reduz manchas e etc... mas isso é válido para vitamina C na concentração correta! O Cebion (ou outros comprimidos efervescentes de vitamina C) contem aproximadamente 1 grama de vitamina C. Essa quantidade seria excessivamente alta pra ser aplicada diretamente na pele! Embora muitas pessoas não saibam os antioxidantes em altas concentrações tem ação pró-oxidante (ação contrária)! Além disso, a vitamina C é beeeeem hidrofílica (alta afinidade pela água), e na forma química que ela está nesses tabletes ela tem bastante dificuldade de penetrar na pele! O máximo que se irá conseguir é uma mancha na pele, pois a vitamina C, com exposição solar, causa manchas na pele!

4 – Arovit aplicado no couro cabeludo: para quem não sabe, o Arovit é um medicamento para reposição de vitamina A em pessoas com quadro de hipoviotaminose (ou seja, o corpo não produz a quantidade necessária de vitamina A para as funções biológicas). A dose da ampola é bem alta, mas é a indicada para terapia de reposição vitamínica. A ANVISA determinou que em cosméticos a concentração segura e eficaz de palmitato de retinol (derivado de vitamina A presente no Arovit) é de 10.000 UI. Na ampola de Arovit tem 300.000 UI. Deu pra entender o problema? Sabe o que pode acontecer? Descamação de boa parte do couro cabeludo e até perda capilar dependendo da sensibilidade de cada pessoa a esse ativo.

Portanto, pense bem antes de pegar um MEDICAMENTO, e transformar ele em um COSMÉTICO. Existem medicamentos que também são usados como ativos cosméticos, mas em faixas de concentração adequadas. A extrapolação dessas concentrações pode levar a sérios danos. Não tente ficar barateando tudo, pois você pode estar comprometendo seriamente a sua saúde e aparência física. Aqui valem dois jargões bem conhecidos:
- O BARATO SAI CARO!
- A DIFERENÇA ENTRE UM MEDICAMENTO E UM VENENO ESTÁ NA DOSE!

Pense nisso!

COMPLEMENTO

Resolvi colocar aqui  como complemento o comentário do Gustavo, do Blog Cosmética em Foco, pois complementa muito bem o que eu escrevi aqui a respeito da máscara de Aspirina (ácido acetilsalicílico):
"O ácido acetilsalicílico hidrolisa (ou seja, se desintegra) facilmente em água liberando acetato e ácido salicílico. Ou seja: deixa um cheiro horrível de vinagre e uma concentração altíssima de ácido salicílico que é um potente agente queratolítico (queratolítico = destruição dos queratinócitos, células da pele). Eu diria que é sorte a pessoa sair com pele de um tratamento desses."


segunda-feira, 21 de março de 2011

Incompatibilidades: hidróxido x tioglicolato x tintura?

Existe uma dúvida a respeito dos alisamentos que definitivamente não quer calar:

Porque não se pode fazer um alisamento com hidróxido e logo após com o tioglicolato?
O alisamento feito com os diferentes tipos de hidróxidos (sódio, cálcio, guanidina), tem como ação a mudança das ligações de queratina do cabelo. Elas passam de uma ligação contendo 2 enxofres, para uma ligação contendo apenas um enxofre. Lembre-se que esse tipo de alteração é definitiva, não tem produto que possa fazer com que ela volte a ter os 2 enxofres. Além disso, essa ligação é mais frágil, o que torna o cabelo mais suscetível à quebra.
Quando um cabelo passa por um alisamento a base de tioglicolato, as ligações de 2 enxofres são abertas, remodeladas, e fechadas novamente na forma de ligações de 2 enxofres.
Agora imagine: se o seu cabelo já passou por um alisamento com hidróxido ele já possui algumas ligações modificadas (de um enxofre – frágeis). Quando o tioglicolato for aplicado, as restantes se abrirão. Como é necessário aplicar uma tensão sobre o cabelo com tioglicolato para dar a nova modelagem (antes de fechar essas ligações abertas), essa tensão poderá romper aquelas de um enxofre que são frágeis. Como resultado pode-se ter a quebra de boa parte dos fios.

Mas isso é regra? Acontece sempre?
Não. Além das ligações de enxofre, existem algumas outras ligações que podem ajudar “segurar” o fio, e nem todas as pessoas vão passar por esse problema. A constituição da haste capilar de cada pessoa é diferente, algumas pessoas vão apresentar fios mais resistentes a ruptura por processos químicos que outras.

Então pode ser feito o alisamento com tioglicolato e depois com hidróxido?
O risco de ocorrer uma quebra é um pouco menor. O cabelo alisado é SEMPRE um cabelo mais frágil. O tioglicolato é um alisante mais brando, porém também danifica o cabelo. Química sobre química pode gerar ruptura de fios, cada uma dessas químicas danifica de uma maneira diferente o cabelo e vários danos juntos podem destruir as hastes capilares. Como o alisamento por hidróxido é uma química “forte”, esse risco de ruptura é bem mais alto quando ele é aplicado depois de qualquer outra química.

E tintura/coloração, porque não pode ser feita antes do alisamento com tioglicolato?
Pelo mesmo motivo dos hidróxidos! Na composição de algumas tinturas e nos descolorantes, existem produtos que também são capazes de modificar as ligações capilares (passando de 2 enxofres para 1 enxofre), logicamente que com uma extensão bem menor. Por isso, dependendo da extensão e da quantidade de vezes que o cabelo foi descolorido ou tingido, pode-se ou não fazer o alisamento.
O ideal é que se evite ao máximo a sobreposição de químicas, sejam elas alisamentos, permanentes ou coloração. Se o cabelo cresceu e está encrespando novamente, tente fazer apenas o retoque de raiz, por exemplo.
Agora se a sobreposição de químicas é necessária o melhor é confiar no seu profissional cabeleireiro, afinal ele ainda é a melhor pessoa para te aconselhar!


quarta-feira, 16 de março de 2011

A síndrome das unhas frágeis!

Ah! Quem nunca reclamou que as unhas estão frágeis, quebrando fácil demais ou crescendo pouco? A “Síndrome das unhas fágeis” é um problema que tinge 50 % da população e, aproximadamente, 90 % das mulheres adultas!
Essa síndrome é caracterizada por um aumento da fragilidade das lâminas que compões a unha. Como resultado tem-se unhas que costumam descamar nas pontas ou que são muito finas (moles) e quebram facilmente.
Mas o que causa essa síndrome?
A maior parte dos problemas que levam a essa síndrome ainda não foram desvendados, mas os principais já descobertos são:
- Problemas vasculares: o sangue não carrega oxigênio ou nutrientes suficientes para a formação das unhas. A matriz da unha (aquela “meia lua branca” que enxergamos bem perto da base da unha, junto à pele dos dedos) e o leito (pele sobre a qual a unha está colada) necessitam de nutrientes e oxigênio para compor a estrutura da unha. Se esses estão em baixa quantidade a matriz irá produzir uma unha “falhada”, com falta de componentes necessários para manter a coesão entre as células da unha e a sua ligação com o leito. Por isso ela descama (solta pequenas lasquinhas na porção livre) ou se solta do dedo (leito).
Vale ressaltar que o tipo de alimentação da pessoa também pode acarretar esse problema, ou seja, a circulação pode estar adequada, mas se a alimentação for precária, o mesmo dano pode ser gerado. Dessa forma, pessoas com distúrbios alimentares (como anorexia e bulimia) podem apresentar uma má formação das unhas.
- Problemas físicos: uma unha saudável é constituída predominantemente por proteínas, sendo baixo seu conteúdo de lipídios. Como os lipídios são as substâncias necessárias para manter a hidratação, as unhas possuem uma grande tendência à desidratação.  Essa desidratação pode ser ainda agravada pelo contato diário com produtos químicos como, acetona, álcool, desinfetantes e produtos de limpeza no geral. Além disso, alguns esmaltes possuem em sua composição química alguns compostos que causam reações alérgicas ou danos à estrutura química da queratina, enfraquecendo mais ainda as unhas.
- Problemas mecânicos: o choque constante das unhas com outros objetos pode provocar a sua fragilidade. Dessa forma pessoas que trabalham principalmente com as mãos (que trabalham com computadores, com escrita, manicures, dentistas, etc) tendem a apresentar mais frequentemente essa síndrome . Além disso, que faz uso freqüente de unhas postiças pode ter esse problema, pois o colocar e retirar as unhas causa traumas mecânicos (e químicos, devido à composição da cola).
Ainda pode acontecer de a matriz ser lesada. Em algumas pessoas a matriz da unha está mais exposta que em outras. Se essa matriz tiver suas células lesadas (por uma infecção ou por um machucado, por exemplo) as células da unha serão produzidas de forma errada, o que pode gerar fissuras (que se estendem desde a base até o topo da unha) ou fragilização em algumas regiões da unha.
Problemas de saúde como infecção na região das unhas, diabetes, hipo ou hipertiroidismo, acromegalia entre outros também podem agravar ou desencadear esse problema.

O que fazer para minimizá-lo?
- Hidratar as mãos. Mas faça isso com hidratantes! O excesso de exposição das unhas à água (como mergulhar a mão em água por muito tempo) pode ser prejudicial. Quando excessivamente expostas à água as unhas tendem a inchar e quebrar mais facilmente.
- Manter as mãos sempre limpas. Dessa forma evita-se a contaminação das unhas por agentes patológicos (fungos e bactérias) que possam fragilizá-las.
- Alimentação saudável. Isso garante que os nutrientes necessários para a formação das unhas estarão presentes na matriz para sua formação.
- Cortar as unhas regularmente (com tesoura/alicate). Uma unha excessivamente grande está mais sujeita a choques mecânicos, e consequentemente mais suscetível à quebra.  Ainda, o uso da tesoura ou alicate de unha são mais favoráveis para apará-las, visto que a lixa provoca um atrito constante que pode causar uma fragilização mecânica (deixe a lixa apenas para o retoque final).
- Evitar a retirada da cutícula. A cutícula é a barreira mecânica que protege a matriz da unha. Ela evita que agentes patológicos possam causar infecções nessa região. Opte sempre que der por não tirar a cutícula, você pode apenas empurrá-la, por exemplo!
Para finalizar vale ainda desmistificar o papel do cálcio no fortalecimento das unhas. Estudos comprovaram que o cálcio não tem papel no fortalecimento das unhas, os responsáveis por essa fortificação são as proteínas queratina e cisteína.


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O calor que mata!

A desnaturação proteica é um fenômeno que ocorre com proteínas, ocasionado por agentes químicos ou excesso de calor. Sabe-se que algumas proteínas corporais desnaturam a partir de 40 -45 °C (por isso que um estado febril é tão perigoso para o ser humano).
Dessa informação surgiu a dúvida de um leitor do blog: a piastra (ou chapinha/ prancha) poderia causar alterações na queratina dos cabelos? Qual temperatura o cabelo realmente suporta?

Fui aos livros e artigos científicos para buscar essa informação, e eis o que encontrei:

- Em temperaturas inferiores ou iguais a 100 °C, á água livre ou fracamente ligada ao cabelo (umidade gerada por molhar os cabelos ou devido a umidade do ar) evapora.
- A evaporação da água mais fortemente ligada à estrutura, ou seja, a água que faz parte da constituição do fio capilar ocorre a 135 °C. A partir dessa temperatura se tem uma desnaturação da queratina. Ela perde a sua forma original passando a ter o formato que for moldado (liso pela piastra, encaracolado pelo rolo). Quando umedecida novamente, a queratina tem a capacidade de recuperar o seu formato original.
- A transição vítrea é um fenômeno que leva o fio a uma perda na sua tenacidade ("elasticidade”) e sua ocorrência depende do teor de umidade do fio. Uma transição vítrea (irreversível) ocorre a uma temperatura entre 230 e 250 ° C.
- A uma temperatura superior a 350 ° C, termogravimetria mostra uma perda rápida de massa ligadas à quebra e decomposição da cadeia de queratina.

Ou seja:

-Quando a temperatura da piastra é mantida abaixo de 230 °C ela consegue remover a umidade, rompendo as pontes de hidrogênio, dando um novo formato para o fio. Nessa temperatura ainda não há um drástico dano permanente. O que ocorre é que essa retirada de água pode diminuir um pouco a tenacidade do cabelo (temporariamente), deixando ele mais sucetível à quebra. Além disso, a fricção entre a piatra e o fio provoca danos mecânicos (como se fossem "arranhões").
- Essa umidade removida pode ser parcialmente ou quase totalmente reposta (dependendo do cabelo e da freqüência do uso da piastra), sendo possível recuperar a tenacidade e a forma do cabelo.
- Se o cabelo é exposto à temperatura acima de 230°C danos PERMANENTES ocorrem, ou seja, não é possível recuperar com tratamentos cosméticos.
- Acima de 350 °C você pode dizer adeus aos cabelos! E se você nesse momento está rindo, achando que isso não é possível, saiba que existem pessoas que ao invés de usar a piastra usam o ferro de passar roupa para alisar os cabelos. O ferro é igual a piastra, contudo ele não tem controle de temperatura, dessa forma, pode acontecer dele atingir 350 °C e consequentemente destruir os seus cabelos!


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Frizz!

Frizz... o que quer dizer essa palavra tão pequena mas que surge como uma catástrofe na vida de algumas mulheres??

Frizz é o resultado do excesso de cargas negativas na superfície capilar.

Einh?!?!?!
Calma... eu explico!

As cargas de um cabelo são determinadas pelos íons presentes nele. Esses íons são moléculas que podem ter carga positiva ou negativa. Entre as leis da física que explicam os fenômenos elétricos está a “Lei da Atração e Repulsão”.  Essa lei diz que: corpos com mesma carga se repelem, corpos com cargas opostas se atraem e corpos neutros (sem carga) nem se atraem nem se repelem.
Na composição da haste capilar existem diversos lipídios (óleos e gorduras) na região da superfície (ou próximos a ela). Esses lipídios são formados por átomos que geralmente conferem para o cabelo uma carga negativa. Quanto mais desses compostos estiverem na superfície maior será a carga negativa de cada fio.
Se todos os fios de cabelo apresentam uma carga negativa a tendência é que ocorra repulsão entre eles. Logicamente que o seu cabelo não vai ficar todo em pé, até porque a força da gravidade tende a “empurrar” ele para baixo. Entretanto, esse fenômeno é facilmente visualizado nos fios da parte de cima da cabeça, sendo conhecido como frizz. Ou seja, o frizz é um excesso de cargas negativas que faz com que os cabelos mais externos consigam se “afastar” dos demais, conferindo uma aparência indisciplinada.

Entre os motivos que causam esse efeito estão:
- Uso de shampoo: o shampoo extrai os lipídios com carga negativa para a superfície capilar, ainda podem ceder íons negativos para o cabelo dependendo dos componentes de sua formulação.
- Poluição: partículas de poluição com carga negativa tendem a se depositar sobre os fios.
- Radiação solar: a radiação solar provoca a formação de radicais livres, que são moléculas dotadas de carga negativa muitas vezes.
- Processos químicos aplicados aos cabelos (descolorantes, tintas, alisantes, permanentes).
- Uso excessivo de pranchas de alisamento (chapinha) ou escova com secador.

Como resolver esse problema?

Uma das maneiras mais utilizadas é através da neutralização dessas cargas. Para isso é necessário a aplicação de íons positivos no cabelo. Esses íons positivos vão interagir com os íons negativos do cabelo conferindo uma “carga resultante” neutra. Essa aplicação pode ser feita através de:
- Uso de cremes, máscaras, condicionadores a base de compostos com carga positiva, como os compostos amônio quaternários (poliquartenium e cloreto de betrimonium). Esses compostos químicos, quando aplicados ao cabelo, tendem a neutralizar as cargas negativas, dando uma aparência final mais disciplinada aos fios, reduzindo o frizz.
- Uso de formulações a base de alguns tipos de silicones. Esses formam uma camada (filme protetor) ao redor desses íons isolando eles e anulando seu efeito de repulsão.
- Uso de dispositivos que emitam compostos positivamente carregados. Alguns secadores de cabelo, pranchas de alisamento, escovas de cerâmica possuem esses compostos e auxiliam na neutralização dessas cargas negativas do fio. (pelo menos é o que diz o fabricante!)


sábado, 16 de outubro de 2010

Orgânico: a palavra da vez!

Poluição, desmatamento, efeito El ninho, aquecimento global... Ok! Não somos os seres mais “limpinhos”... ninguém se preocupa com o futuro e com a saúde do planeta... ou pelo menos não se PREOCUPAVA!
A onda do momento é o verde, o sustentável, o reciclável, o ORGÂNICO! Logicamente que toda essa preocupação e conscientização uma hora tinham que ser incorporadas aos cosméticos!
O post de hoje é em homenagem a uma grande farmacêutica com a qual tenho o privilégio de trabalhar: Evelise Assumpção. Ela desenvolveu o trabalho de conclusão de curso dela na área de cosméticos orgânicos e gentilmente me cedeu as informações para esse post!

Como algumas pessoas devem saber (e outras ainda não) os cosméticos usuais do mercado são quase que em sua totalidade a base de derivados do petróleo, como, por exemplo, a parafina e o óleo mineral. Entretanto esses compostos tem uma degradação lenta, consequentemente sendo mais poluentes. Com base nisso surgem os cosméticos e as matérias-primas orgânicas.
Enquanto as vendas dos produtos tradicionais crescem de 5 % a 10 % por ano, os cosméticos orgânicos crescem anualmente de 20 % a 25 %. Apenas na Europa, encontram-se mais de 1.000 empresas certificadas e mais de 11.000 produtos certificados em mais de 38 países.

Mas você sabe o que quer dizer orgânico?

Um cosmético pode ser certificado (certificar = assegurar como verdadeiro) como sendo orgânico se a formulação do mesmo contiver pelo menos 95 % de matérias-primas certificadas orgânicas, ou possuir certificação de cumprimentos de questões ambientais, econômicas e sociais que fazem parte dos princípios e critérios da Forest Stewardship Council. Já uma matéria-prima somente poderá ser classificada como orgânica e receber esta certificação se for 100 % orgânica, ou seja, obedecer a todos os critérios de produção, extração e processamento para um produto orgânico. Ainda existem os produtos verdes. Esses produtos são aqueles considerados ecologicamente corretos, ou seja, que são produzidos através de processos e matérias-primas que possam causar menos riscos às pessoas e ao meio ambiente. Contudo esses produtos não tem a certificação de orgânico, pois não seguem TODAS as normas das agências certificadoras.



Quais são as agências certificadoras no Brasil?
No Brasil, o IBD e a ECOCERT são as agências que fiscalizam e certificam os produtos e processos orgânicos. Essas agências possuem alguns padrões de certificações divergentes, como por exemplo, a presença da água utilizada na formulação. Para a IBD, a água não é considera como ingrediente, não sendo levada em consideração nos cálculos da porcentagem de ingredientes orgânicos e/ou naturais. Já para a ECOCERT, a água é considerada um ingrediente natural. Outra divergência é em relação à classificação, para a IBD os produtos são classificados como “orgânicos” ou “com ingredientes orgânicos”, já para a ECOCERT são classificados como produtos “ecológicos e orgânicos” ou “ecológicos”.
Tanto a IBD quanto ECOCERT estão de acordo no que diz respeito a utilização de  matéria-prima animal, proibindo o uso de matérias-primas que levem à morte ou causem danos aos animais, porém ambas autorizam o uso dessas quando as mesmas não trazem prejuízos aos animais e não hajam substitutos. Ambas também proíbem os testes em animais para certificar a segurança e eficácia do produto cosmético.
Há também processos proibidos para obtenção de matérias-primas nos cosméticos orgânicos, como por exemplo, etoxilação, sulfonação, fosfatação, propoxilação, polimerização, deterpenação, descoloração e sulfatação. A etoxilação e a sulfonação são processos não permitidos por ambas as certificadoras e a sulfatação é um processo considerado permitido pela ECOCERT.

Porque ter o selo (certificação) é importante?
A certificação é um processo importante, pois assegura o controle da cadeia de fornecedores de acordo com normas, sendo possível a rastreabilidade desde a produção até a venda ao consumidor, passando por inspeções e garantindo, assim, um produto diferenciado. O objetivo da certificação é aumentar a confiabilidade da marca, que leva o selo, garantindo a fidelidade às normas seguidas pelas agências certificadoras.

Qual a vantagem de ser orgânico?
A principal vantagem dos cosméticos orgânicos é que esses proporcionam um impacto favorável ao meio ambiente, não realizam testes em animais e tem uma possibilitada reduzida de causar efeitos adversos ao nosso organismo (como alergias, dermatites).

MAS CUIDADO!!!!

Não é porque é orgânico, verde ou natural que ele é hipoalergênico!!! Cosméticos orgânicos não são necessariamente hipoalergênicos ou indicados para peles sensíveis. Sabe-se que processos alérgicos são diferentes de processos irritativos e ambos podem não estar relacionados com a qualidade de um produto. Pode-se dizer, no entanto, que os cosméticos orgânicos são mais seguros ao analisarmos as estatísticas, as quais mostram que grande parte das reações irritativas e alérgicas são causadas por conservantes e outras substâncias tradicionalmente utilizadas em cosméticos comuns, mas que são proibidas nos orgânicos.


E se você acha que por ser orgânico/verde, por ser a base de produtos naturais, oriundos da terra, esses cosméticos são simples e sem tecnologia, saiba que vocês está enganado!!!

Aqui em Porto Alegre a Inventiva já possui uma linha nanotecnológica Verde!!!!

Sim!!! Os três insumos que integram a linha - Nutri Ômega LV, Nutri Balance LV e Nutri Hair LV – são elaborados a partir da tecnologia Nanoinvent Verde, desenvolvida exclusivamente pela Inventiva. A produção é feita com matérias-primas obtidas através de procedimentos ecologicamente corretos e podem ser utilizados em cosméticos orgânicos. Os produtos da Linha Verde têm alto poder de hidratação, são não-comedogênicos e não contêm parabenos, etoxilados e derivados de petróleo!


A Estrutura da Pele

A pele é o maior órgão do corpo humano, composta por três camadas: a epiderme, a derme e a hipoderme (camada mais interna de tecido adiposo). Ela atua como uma barreira protetora, prevenindo a perda de água e bloqueando a entrada de agentes exógenos.
Epiderme: é constituída de várias camadas de queratinócitos (células responsáveis pela produção de queratina) em diferentes estágios de maturação. Essa é a camada responsável pela prevenção da desidratação das demais camadas. Na epiderme está o extrato córneo, que é a parte mais externa da epiderme. O extrato córneo é a barreira protetora contra a penetração de substâncias estranhas ao corpo.
Derme: é um tecido elástico e resistente que proporciona resistência física ao corpo inteiro. Essa camada fornece os nutrientes para a derme e é formada por células como fibroblastos, granulócitos, colágeno, elastina, glicosaminoglicanos e glicoproteínas.


A Estrutura do Cabelo

O fio de cabelo é formado pelos seguintes componentes: a cutícula, o córtex e a medula.
Cutícula: é constituída por proteínas, é parte mais externa do fio, sendo responsável pela proteção das células do córtex. É a camada cujas propriedades estruturais servem de proteção contra influências externas, ela é responsável pelo ingresso e egresso de água, o que permite manter as propriedades físicas da fibra. É formada por células escamosas de queratina que se sobrepõem umas as outras, lembrando escamas de peixe, formando uma cobertura.
Cortex: ocupa a maior área seccionada do fio (75 %) e é constituído por células ricas em ligações cruzadas de cistina (enxofre) e células rígidas separadas uma a uma por uma membrana celular. O córtex é formado por macrofibrilas de queratina alinhadas na direção do fio. Distribuídos aleatoriamente no córtex estão os grânulos de melanina cujo tipo, tamanho e quantidade determinam a cor do cabelo.
Medula: No interior do córtex está localizada a medula, porém esse componente pode estar presente ou ausente ao longo do comprimento do fio.