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terça-feira, 10 de julho de 2012

De ácido glioxílico a formol?

Eu sempre ouvia falar que o ácido glioxílico poderia se converter a formol, mas nunca tive certeza se isso era mito ou verdade!
Para que você entenda: muitas progressiva, com a finalidade de obter um resultado (de liso) melhor, associam o ácido glioxílico com a carbocisteína. O ácido glioxílico é um composto orgânico da classe dos aldeídos, a mesma do formol.
A estrutura química do formol e do ácido glioxílico é parecida, mas o ácido glioxílico apresenta uma carboxila a mais (figura a baixo).



Sendo um aldeído, o ácido glioxílico poderia fazer a reticulação da matriz do córtex (assim como o formol) para auxiliar na fixação do novo formato.
Mas qual o problema? Bom... alguns estudos demonstram que quando submetido a temperaturas superiores à 200 graus (C) o ácido glioxílico pode sofrer uma decomposição térmica em gás carbônico e formol (eu li nesse artigo).
Segundo o estudo feito por Back e Yamamoto, quanto mais próximo à 200 graus, menor a formação de formol, assim como quanto mais elevada a temperatura maior a formação.

Agora fica a pergunta: é arriscado o uso de ácido glioxílico? A quantidade de formol liberada por ele pode ser nociva? Infelizmente essas respostas eu ainda não sei...

domingo, 17 de junho de 2012

Progressiva e coloração juntas (ao mesmo tempo) pode?


Pooooode! Acreditem!
Esse foi um desafio que eu lancei na minha aula de Terapia Capilar, no curso de Técnico em Imagem Pessoal (na escola Fórmula, Porto Alegre). Todas as minhas alunas, são cabeleireiras e eu desafiei elas a fazerem uma progressiva, finalizando com coloração! Ta certo que algumas já tinham feito isso, mas sem olhar para a ciência por trás de tudo!
E para provar que eu acreditava na minha teoria química, EU fui a cobaia!
O fato era o seguinte: meu cabelo estava realmente precisando de uma progressiva (foto a baixo). Ele estava muito sem forma (nem liso, nem ondulado), além disso, as luzes estavam com uma coloração indefinida: umas platinadas, umas douradas e outras laranjas! E eu queria tudo dourado!



Então eu propus o seguinte: primeiro fazer uma progressiva com carbocisteína (a marca usada foi a de sempre, Tanagra, Kerapower Perfect Liss). Como essa progressiva deixa cheiro ruim no cabelo, eu sempre aplico o neutralizador da X-Tenso L’Oreal. Como o X-tenso tem oxidantes, ele reage com ligações de cisteína que permaneceram aberta (e tem cheiro ruim, devido ao enxofre livre), fecha essas ligações ou converte a cisteina em ácido cisteico, e o cheiro ruim some. Baseado nesse meu segundo passo é que eu fiz o desafio: como esse oxidante que eu uso depois da progressiva é uma água oxigenada (aproximadamente 8 volumes), eu pedi pra elas colorirem o meu cabelo inserindo a coloração nesse neutralizante da L’Oreal e aplicando após a progressiva feita!

Deu pra entender?

Passo 1: fazer a progressiva
Passo 2: preparar a coloração, usando o neutralizador da X-Tenso ao inves da água oxigenada comum
Passo 3: finalizar a progressiva (tirar o cehiro ruim) colorindo ao mesmo tempo as mexas.

Quem confia que isso da certo?

Vejam bem: a coloração é feita com água oxigenada e a tintura. A Água oxigenada em contato com o pigmento revela ele e colore o cabelo... Poque não usar o neutralizador (que é composto por água oxigenada)?
Logicamente que as preparações para coloração tem um pH mais alcalino e esse neutralizador um pH mais ácido. Mas lembre-se que o pH alcalino é para auxiliar na abertura da cutícula... o que já foi feito pela própria progressiva ainda não totalmente finalizada.
Então, será que da certo?

DEU! 
Elas conseguiram fazer a minha progressiva e “padronizar” a minha coloração das mexas (foto a baixo). Claro que elas aproveitaram também pra dar uma cortadinha (mínima) e uma arrumadinha! ;)



Mas porque assim pode e fica bom e separado (primeiro progressiva e depois coloração) não é recomendado?
Até da pra fazer os dois separados, mas quando se faz os dois processos separados o cabelo é submetido 2 vezes ao processo de abertura de escamas... e isso fragiliza mais os fios. Então, se é possível, reduzir uma etapa de dano, fazendo os dois procedimentos juntos, não é melhor?
O que vocês acham?


segunda-feira, 28 de maio de 2012

FCE Cosmetique 2012


Para quem não conhece a FCE é uma feira promovida pela NürnbergMesse Brasil em parceria com a Associação Brasileira de Cosmetologia. O evento reune profissionais da indústria cosmética e estudantes, além disso, o grande número de palestrantes do exterior ajuda a credenciar o evento como referência internacional para o desenvolvimento do mercado cosmético.
Nesta 17a edição, a feira terá também o primeiro Seminário FCE Pharma, com módulos voltados para Marketing-Estratégico e Módulos Técnicos, trazendo novidades, tendências e soluções para os principais desafios do setor através de porta-vozes como ANVISA, Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI, Farmanguinhos, entre outros.

Entre as novidades da feira estão o lançamentos da minha querida INVENTIVA!
A indústria Inventiva, de Porto Alegre, acaba de lançar dois novos produtos contendo o óleo de argan. São dois ativos diferenciados, que apresentam distintas aplicações para o óleo, muito rico em nutrientes, e utilizado na indústria cosmética, em produtos para pele, cabelos e unhas.
O óleo de argan é extraído da árvore argan ou argania, cultivada no Marrocos e em parte da Argélia, na África. A empresa criou o NanoArgan, descrito como Inventsferas de óleo de argan, com aplicação em produtos capilares, hidratantes e fortalecedores de unhas. O segundo produto é o NanoFrizz Argan, produto desenvolvido pela empresa que contém um blend de silicones multifuncionais e óleo de argan em nanopartículas, atuando na redução do frizz dos cabelos.
Além desses, o lançamento de ativos nanotecnológicos para serem utilizados em esmaltes é inovador, produtos adicionados desses ativos terão capacidade de fortalecimento de unhas e melhora do seu aspecto. Um dos ativos é o NanoVit Nail composto por queratina, D-pantenol e Vitamina E. Maiores informações através do site: www.inventiva.ind.br ou telefones 51.3362 1029 e 51.8471 4000 (Cândice e Renata).

Infelizmente esse ano eu não vou poder ir à FCE! Ano passado eu fui e valeu muito a pena para conhecer!
Quem tiver oportunidade vá! E se quiser, me conte depois o que achou! ;)


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Indústria não é chacrinha!

Aaaah! Me irritei!
Depois de um comentário ridículo que eu recebi ontem, além de alguns outros comentários que eu leio pela internet,  resolvi fazer esse post!
Acho que as pessoas pensam que indústria de cosmético é chacrinha e a ANVISA a padaria da esquina! Tão pensando o quê? Que na indústria se passa o dia inteiro acessando facebook e twitter, enquanto meia dúzia de máquinas fazem os cosméticos? Tá achando que depois de pronto é só ligar pra ANVISA (como se fosse a padaria do seu João) e dizer: “Registra ai pra mim: dois xampus, um condicionador, dois antirrugas e um creme pra celulite!... Ok?... Obrigada, vou levar agora pra vender!”

A COISA NÃO É ASSIM, MEU BEM!

Por conta disso o post hoje é BEM técnico! Resolvi colocar aqui um assunto que pra alguns é chato, mas tá mais do que na hora de falar: REGISTRO DE PRODUTOS! GARANTIA DE QUALIDADE!

Pra quem não sabe, a rotina de uma indústria é enlouquecedora! Posso dizer isso porque vivi de perto durante o meu estágio curricular! É constante a preocupação com a criação de novos produtos (porque a novidade é a alma do negócio), com a produção de cada lote, com a embalagem de cada produto, armazenamento, venda, controle de qualidade, garantia da qualidade... Não tem como parar nunca! Nunca MESMO! Inclusive muitas indústrias tem turnos durante a madrugada e nos finais de semana! Pois é...
Bom, por que eu to falando tudo isso? Muita gente acha que as escovas progressivas de hoje em dia ainda tem formol “com certeza”! Essas pessoas “com certeza” não sabem como é o processo de registro de um produto, muito menos o porquê de uma empresa ter um setor chamado Garantia da Qualidade!

Então vamos lá!
Para que uma empresa possa COMERCIALIZAR um produto primeiro ela tem que registrar ele na ANVISA! Do contrário ele é ilegal! Então saiba que eu estou falando de empresas LEGAIS, e produtos LEGALIZADOS!

Depois que um produto é planejado, elaborado, desenvolvido e finalizado, ele precisa ser registrado. Dessa forma, é necessário elaborar o Dossiê Técnico dele, o qual a ANVISA irá avaliar e daí decidir se dará o registro ou não. Ou seja, a ANVISA ainda pode negar o registro. Esse Dossiê Técnico não é uma folhinha com meia dúzia de informações, é um relatório com TUDO sobre esse produto! No manual de elaboração, disponibilizado no próprio site da ANVISA, os requisitos necessários são:

- Fórmula Quali-Quantitativa (todos os ingredientes e suas concentrações respectivas)
- Função dos Ingredientes na Fórmula
- Bibliografia e/ou Referência dos Ingredientes (para justificar o uso deles)
- Especificações Técnicas Organolépticas e Físico-Químicas de Matérias-Primas (as características de odor, cor, aspectos visuais, viscosidade, densidade pH, etc... de cada uma das matérias-primas)
- Especificações Microbiológicas De Matérias-Primas (tem que provar que não tem contaminação por bactérias e fungos em cada uma das matérias-primas usadas)
- Especificações Técnicas Organolépticas E Físico-Químicas Do Produto Acabado (as características de odor, cor, aspectos visuais, viscosidade, densidade pH, etc... do produto depois de pronto)
- Especificações Microbiológicas Do Produto Acabado (tem que provar que não tem contaminação por bactérias e fungos no produto depois de pronto)
Processo de Fabricação (detalhar como que é produzido o produto)
- Especificações Técnicas Do Material De Embalagem (detalhes da embalagem primária – frasco e secundária – caixinha)
- Dados De Estabilidade (tem que comprovar que todas aquelas Especificações Técnicas Organolépticas e Físico-Químicas e as Especificações Microbiológicas se mantiveram iguais durante todo o tempo indicado como prazo de validade. Detalhe: essas análises são feitas mensalmente!)
- Sistema De Codificação De Lote (detalhar como é a lógica da codificação de lotes)
- Projeto De Arte De Etiqueta Ou Rotulagem (Mandar a arte final do rótulo do produto e da embalagem, sendo que existem itens que são obrigatórios)
- Dados Comprobatórios Dos Benefícios Atribuídos Ao Produto (Comprovação de eficácia atestada por laboratórios Reblados, ou seja, credenciados e reconhecidos pela ANVISA)
- Dados De Segurança De Uso (Comprovação da segurança por laboratórios Reblados, ou seja, credenciados e reconhecidos pela ANVISA)
- Finalidade Do Produto (para que ele será indicado)
- Certificado De Venda Livre Consularizado (Somente quando for Cosmético Grau 1)
- Registro/Autorização De Empresa/Certificado De Inscrição Do Estabelecimento (É o registro que permite o funcionamento da empresa)

Achou fácil? Pois é, mas não acaba por ai! Porque a ANVISA ainda pode achar que faltaram dados de estabilidade, ou mais informações de segurança, ou então que os ensaios de eficácia apresentados não são suficientes para comprovar o uso que a empresa está indicando... Daí ela pode solicitar mais "exigências" nesse processo ou negar o registro, e tem que se iniciar toooodo o processo denovo!
Nesse momento você deve estar pensando: “Mas é só mentir tudo isso!” Ééééééé... vai lá... mente! Só não esquece que a cada ano a ANVISA pode fazer uma “visitinha” surpresa! Sim! A ANVISA faz inspeções periódicas nas empresas para conferir os documentos, a produção, os produtos. Empresa que não está em conformidade com o que foi apresentado no Dossiê PERDE o registro do produto e ainda corre o risco de fechar as portas!
É aqui que entra o setor da Garantia da Qualidade! Esse povo luta para que todos os processos dentro da empresa entejam em conformidade com as normas da ANVISA. Assim, esse setor garante a qualidade dos produtos que a empresa produz, garante que não aparecerão “não conformidades” nas visitas da ANVISA, garante que tudo estará dentro das normas de boas práticas de fabricação!

E agora eu pergunto: Lendo esse pouquinho que eu apresentei, você acha que uma empresa grande, com nome forte no mercado, vai se arriscar produzindo algo fora das normas? PENSA!
Claro que sempre se pode dar um jeitinho de burlar as leis e os órgãos regulamentadores, mas para que que grandes marcas como Tanagra, Rischon, De Sirius, Cadiveu e Truss, por exemplo, iriam manchar seus nomes e suas marcas produzindo escova progressivas “batizadas informalmente” com formol?! Fala sério!

bju
Denise


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Vamos colorir!

Um assunto que me perguntam bastante ultimamente é a respeito de coloração. Confesso que não é era o meu forte, mas a gente sempre da um jeito!
A principal dúvida é sobre a coloração dos brancos e o tempo que dura a tinta, por isso vou falar rapidamente sobre os tipos de tintas para cabelos e focar mais naquela com maior duração e mais especifica para brancos: a coloração por oxidação!


As tintas para cabelos são classificadas pelo nível de penetração:


Temporárias (nível 1): são só uma “tinta” mesmo, aqueles sprays que a gente passa no cabelo, dá uma cor, mas com a próxima lavagem sai tudo.

Semi-permanente (nível 2): neste tipo a cor já está pronta na embalagem e é adicionada entre as cutículas do cabelo. Ali ela fica retida por um certo tempo, e tende a durar umas 8 lavagens. Essa coloração é aquela que não contem amônia nem peróxido de hidrogênio, ou seja, não existe oxidação.

Demi-permanente e permanente (nível 3)
Ok! Essas são as grandes vedetes de hoje em dia. Essas são as colorações que ocorrem por oxidação. A gente reconhece esse tipo facilmente porque vem numa apresentação de dois frascos que devem ser misturados na hora do uso! Reconheceu? Sim! É esse mesmo que você compra lá no supermercado!

Como funciona?
A amonia (sim, quase sempre tem) vai solubilizar os lipídeos do cabelo e permitir que o pré-prigmento entre no fio. Dentro do fio, esse pré-pigmento (geralmente sem cor), se oxida e se transforma em uma molécula com a cor desejada. Essa oxidação é feita com auxílio da amônia (que mantém o pH correto) e do peróxido de hidrogênio (vulgo água oxigenada, quem realmente faz a oxidação), o qual também serve para degradar a melanina (pigmento natural do nosso cabelo) para dar mais realce na nova cor.

Mas porque tem dois frascos? Para que a oxidação do pigmento só ocorra na hora do uso!
E qual a diferença entre demi-permanente e permanente? A quantidade de peróxido de hidrogênio e o fato da demi-permanente não ter amônia! Siiiiiiiiiim! É aquela que fala amônia free (eu acho até que é aquelas que chamam de xampu tonalizante)!!! O que isso influencia? Ela é beeeeem menos eficiente! Pois é... Lembra quando eu falei que milagres não existem? Tá valendo pra cá também!
A amônia auxilia no pH ideal para a ocorrência da oxidação da tinta e para a solubilização dos lipídios do fio de cabelo, permitindo que os pigmentos penetrem mais profundamente. Quanto mais profundamente eles forem, mais a coloração dura!

Mas o que tem a ver os brancos com a pigmentação por oxidação? O tingimento dos brancos tem a ver com a classificação do pigmento por oxidação!

As tintas que a gente compra pra colorir os cabelos na realidade são combinações de vários pigmentos, para que se possa atingir o tom desejado. Essa combinação (na coloração por oxidação)  é feita da seguinte forma:

Pigmentos bases ou primários: Esses pigmentos são os únicos capazes de tingir de forma efetiva os brancos. Eles são responsáveis pela coloração base do cabelo e pelos tons que vão dos mais claros até os mais escuros. Pra quem entende um pouco de química, são anéis aromáticos com substituição de duas aminas ou uma amina e um fenol nas posições para ou orto (imagem 1). Para quem não entende de química eu coloquei alguns nomes na tabelinha abaixo com a cor que SOZINHO esse pigmento daria para o cabelo, esses são pigmentos que teriam que estar entre os componentes da fórmula (atrás da caixinha).

Imagem 1. Posições orto, meta e para no anel aromático




Modificadores: São pigmentos que sozinhos formam cores muito fracas, contudo, quando misturados com os pigmentos bases auxiliam na modificação desses e na criação de novos tons. É dessas misturas que surgem outros tons, como alguns pretos azulados e castanhos avermelhados! Os modificadores também são moléculas aromáticas diaminas e aminofenois, porém a substituição deles é na posição meta. Na tabelinha abaixo eu coloquei algumas combinações de modificadores e primários e as cores resultantes!



O que fica de dica na hora de tingir o cabelo, então?
- Se quiser cobrir os brancos busque tintas que possuam pigmentos primários. Quase todas tem, mas algumas não! Acreditem! Eu já conferi em alguns rótulos! Principalmente os tons vermelhos intensos!
- Escolha bem o cabeleireiro! Quem não sabe aplicar direito pode não deixar a coloração uniforme em todo o cabelo. Além disso, o tempo de aplicação é super importante. Se deixar tempo demais estraga o tom, se deixar tempo de menos a tinta dura menos!
- Danos capilares prejudicam a fixação da tinta! Cabelo mal tratado a tinta dura menos!
- Para manter a coloração bonita procure usar um xampu próprio para cabelos tingidos. Muitos trazem antioxidantes ou filtros solares na fórmula, o que evita a degradação do pigmento e mantém a cor “viva” por mais tempo! Dai nem preciso dizer que sol destrói a coloração, né?!
- Progressiva com tioglicolato + coloração pode... desde que uma vez na vida e outra na morte! Se for retoques de ambas toda a hora, CUIDE! Trate o cabelo (hidratações periódicas) pra não ter excesso de danos!
- Progressiva de carbocisteína + coloração: CUIDADO REDOBRADO! O processo da progressiva com carbocisteína abre os tons, e quando o cabelo é pintado abre mais ainda! Se for de vermelho então... Cuide pra não ficar laranja! É melhor primeiro fazer a progressiva e depois pintar, SEMPRE!
- Tinta com amônia ou sem? Depende! Amônia danifica o cabelo, mas a tinta dura mais! Depende do que você espera! Quer gastar mais com o reparo do cabelo ou com o retoque da tinta?
- Cuidado! Tem tinta que fala que é sem amônia mas tem seus substitutos que estragam igual! São eles: monoethanolamine (MEA), amonium carbonate, etc...

Ficou alguma dúvida?

Bju
Denise


segunda-feira, 25 de julho de 2011

A espera de um milagre!

Uma verdade é universal: Tudo na vida tem seu preço!
Optar por modificar o visual, deixar o cabelo liso, loiro, com mexas, com aplique, colorido, pode ser lindo, mas a gente paga o preço! E eu não estou falando do financeiro!
Não existe química que não agrida! Até mesmo o simples ato de lavar os cabelos com xampu, secar com o secador e escovar (mesmo com o pente de dentes largos feito de madeira), vai deixar alguma pequena sequela!

Na mídia tem milhões de escovas progressivas (ou qualquer outro nome do tipo), que prometem alisar sem estragar... Mentira!
“Lançamos a escova fulana de tal, que não contem formol” – Meu deus! Qualquer escova hoje em dia não tem formol! É muito difícil passar um registro na ANVISA de um produto que contenha formol em quantidades acima do permitido! No máximo o que pode acontecer é a cabeleireira adicionar por conta o formol... daí a empresa produtora nada tem a ver!
Daí surgem outros produtos: “Escova de queratina”, “escova da proteína da aveia”, “Escova a base de argila” – FALA SÉRIO! Desde quando esse tipo de ativo alisa cabelo??? Pra alisar TEM QUE agir nas ligações de enxofre, através de um processo chamado OXIDAÇÃO (eu já falei disso aqui). Se não for assim NÃO DÁ!
“Ah, mas funciona!”
Então da uma lida na composição e vê se por acaso não tem uma tal de cisteína, ou carbocisteína, ácido glioxílico, tioglicolato, ácido tioglicólico e etc... Não existe milagre!

Outra situação é quando o cabelo não agüenta mais de tanta química, já está completamente sem brilho e ressecado. Dai é um corre corre atrás de um milagre que salve o malfeito. Milhões de produtos surgem com a promessa de corrigir os defeitos causados pelas milhões de mudanças impostas aos cabelos, mas acreditem: eles não serão suficientes! Na realidade até seriam, se as pessoas cuidassem PERIODICAMENTE dos seus cabelos, e não apenas quando eles já estão em um estado crítico.
Eu acho engraçado quando as pessoas me falam: “Nossa, como teu cabelo é lindo, o que tu faz pra ele ser assim?” Daí eu dou toooooda a minha receita e ouço a seguinte resposta: “Ah! Ta louca, eu jamais vou ficar gastando tempo e dinheiro assim com o meu cabelo!”
Bom... eu só tenho uma resposta: MILAGRES NÃO EXISTEM!

Minhas “dicas”:
- Escova progressiva detona o cabelo – umas mais, outras menos, mas não existe alisamento sem química, a queratina sozinha, por exemplo, não alisa NADA.
- Luzes estragam muito o cabelo e tendem a tirar o brilho dele, é preciso estar sempre hidratando para ter uma aparência com brilho.
- Cabelo com aparência de saudável é cabelo tratado, hidratado, cuidado PERIODICAMENTE (se quiser tem dicas aqui), e não uma vez na vida e outra na morte! Não adianta achar que só porque a cabeleireira cobra caro que a hidratação dela vai resolver todos os problemas de uma só vez!

De duas uma, ou você se conscientiza disso tudo ou segue A ESPERA DE UM MILAGRE!


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Carbocisteína e ácido glioxílico!

Um dos assuntos que mais me pedem pra colocar no blog é sobre a escova progressiva de carbocisteína, a qual eu mesma já testei (confira aqui).
A carbocisteína hoje está presente em muito mais produtos do que as pessoas imaginam. Muitas vezes a cliente pensa que está fazendo uma reconstrução capilar com um super hidratante, mas na verdade o que está sendo usado é a carbocisteína. Sabe por quê? Já explico!
Por causa de impasses quanto ao tipo de registro de produtos contendo esse ativo, hoje a carbocisteína não é considerado alisante pela ANVISA. Logo, se vocês prestarem atenção, todos os produtos que contém carbocisteína NÃO tem no rótulo os dizeres “alisante”, “produto de alisamento”, ou qualquer coisa do tipo. Muitos trazem dizeres do tipo: “plástica capilar”, “plástica dos fios”, “hidratante capilar” (veja bem, não é condicionador!), “redutor de volume”. É o jeito para por o produto no mercado!
Bom, a cisteína é um aminoácido comum ao nosso cabelo. Ela faz parte das ligações de cistina que dão o formato final: crespo, liso, ondulado. Segundo o livro The Science of Hair Care, escrito por profissionais da L’Oreal, a cisteína tem uma ação similar a do tioglicolato para o alisamento capilar, contudo, ela é uma molécula instável, que pode precipitar (separar fase na formulação) durante o processo químico, deixando o alisamento incompleto.

De tudo que eu li, de todas as informações que eu juntei, O MEU PONTO DE VISTA É:

A carbocisteina (na foto inicial) é uma molécula que deve ser mais estável em cosméticos que a cisteína, por isso ela é usada nesses alisamentos. Contudo, pra que ela tenha ação, é necessário um processo de oxidação das ligações de cistina. Pra isso é necessário um oxidante para auxiliar no processo, e é ai que entra o ÁCIDO GLIOXÍLICO. Ele é um oxidante que auxiliaria a carbocisteína no processo de alisamento. Fora isso, o calor que é aplicado sobre o produto também favorece esses processos de oxidação, por isso a importância da chapinha beeeem quente sore o produto no cabelo (e por isso que nem todos os produtos precisam ter o ácido glioxílico).
Mesmo assim, esses ativos não tem a mesma potência que o tioglicolato. Além do que, os processos de oxidação são favorecidos no pH alcalino e a carbocisteína para agir tem que estar em pH ácido. Logo a ação dela é muito mais BRANDA e SUPERFICIAL. Eu digo superficial porque as cadeias de queratina são completamente enoveladas, é necessário “força” (pH mais alcalino) do produto para “ir a fundo” (mais dentro desses “novelos”), entende? Com isso, o resultado que se tem é apenas uma redução de volume, redução de ondulação, mas não alisamento total. E é por isso que muitos cabeleireiros usam esses produtos para processos como: “selagem térmica”, “hidratação profunda”, “blindagem”, “plástica capilar”. O uso de produtos com carbocisteína ajeita os cabelos, reduz o volume, “doma a juba”, e como são menos agressivos não danificam tanto (não ressecam tanto). Como resultado parece que o cabelo está mais hidratado e tratado!
Mas não se iluda, assim como todos os processos químicos (luzes, coloração, alisamentos) ele também danifica um pouco o cabelo! Menos que muitos outros, mas também tem a sua parcela de dano!

E ai, ficou alguma dúvida?

Bju
Denise


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Mas para que serve isso?

Você sabe o que são todas aquelas matérias-primas que compõem o seu cosmético?
Logicamente que o ativo principal a gente sempre sabe para o que é: hidrata, diminui as rugas, protege do sol, alisa o cabelo, tem ação antioxidante... mas e o resto?
Essa era a minha dúvida quando eu entrei na faculdade de farmácia... pra que TANTA COISA?
Bom, pro post de hoje eu resolvi apresentar pra vocês o que nós (farmacêuticos e formuladores) chamamos de EXCIPIENTES de uma formulação. Esses componentes (matérias-primas) são essenciais (acreditem!) para auxiliar na veiculação, otimização do efeito e manutenção das características do ativo ao longo de toda a vida útil do produto. Além disso, eles tem 1000 outras funções. Vou explicando aos pouco que talvez vá ficando mais claro! Junto vou colocar exemplos e dentro dos parênteses vou colocar os INCI das matérias-primas.
Para quem não sabe INCI = International Nomenclature of Cosmetic Ingredient. É um sistema internacional de codificação da nomenclatura de ingredientes cosméticos, reconhecido e adotado mundialmente, criado com a finalidade de padronizar os ingredientes na rotulagem dos produtos cosméticos.

Vamos lá:

Veículo: é o principal componente, todas as outras matérias-primas são colocadas nele para serem “veiculadas” até o seu local de ação. Em cosméticos o veículo é quase que em 100 % dos casos a Água! Ela pode chegar a representar quase que 95 % de uma formulação (?é o caso dos géis de cabelo)! O INCI da água é aqua!

Tensoativo: também chamado de surfactante, ou até mesmo sabão, é o componente responsável por fazer com que substâncias que não são solúveis no veículo, fiquem solúveis. Ou seja, ele é capaz de fazer com que seja possível misturar óleo e água. A maioria dos cremes e cosmético no geral são assim: uma fração lipídica (gordurosa), composta por óleos, manteigas, ceras; e uma fração aquosa, composta por água e componentes solúveis em água como a glicerina e o pantenol, por exemplo.
Isso é possível porque as moléculas de tensoativo possuem uma extremidade com afinidade por materiais polares (como a água) e outra por materiais apolares (como os lipídeos). Essa é a mesma explicação do porque que são essas as moléculas que são usadas como ativos dos xampus. O lado apolar se liga nas impurezas e sujeiras dos cabelos, já o lado polar se liga na água corrente do chuveiro que arrasta essas impurezas para fora do nosso cabelo. O problema é que essas moléculas não são seletivas e muitas vezes elas levam junto lipídios naturais dos nossos cabelos. Por isso que o xampu deixa o cabelo “ressecadinho”.
Exemplos: Lauril éter sulfato de sódio (Sodium Laureth-2 Sulfate), Dietanolamida de ácido graxo de coco (Cocamide DEA), Lanette (Cetearyl Alcohol and Sodium Cetearyl Sulfate), Olivem 1000 (Cetearyl olivate and Sorbitan olivate).

Agente condicionante,  hidratante ou emoliente: são moléculas de cera, manteiga, óleo ou silicone que auxiliam na reposição dos lipídios da pele ou dos cabelos. Essas moléculas ajudam no controle da entrada e saída de água das células (tanto de cabelos como da pele). Atuam como uma barreira física, como guardiões de uma muralha! (que romântico) =P
O termo mais correto usado para sua ação na pele é “evitam a perda de água transepidérmica”!
Exemplos: Derivados do óleo de oliva (Olive Oil Peg-7 Esters), Condicionador quaternário (Poliquartenium 7; Cetrimonium Chloride), silicones (Dimethicone; Amodimethicone; Cyclopentasiloxane), Manteiga de Karite (Shea Butter).

Umectantes:  são moléculas capazes de reter água. Ao contrário dos hidratantes, os umectantes atraem a água para retê-la na pele, mas não tem a função de formar uma barreira, são moléculas ditas higroscópicas.
Exemplos: Uréia (Urea), Glicerina (Glycerin).

Espessante: são compostos usados apenas para dar a consistência adequada para o produto, afinal de contas, ninguém vai querer um hidratante labial completamente líquido (por exemplo).
Exemplos: Goma Xantana (Xanthan Gum), Carbopol (Carbomer), Rapithix (Sodium Polyacrylate), Cera de carnaúba (Carnaúba ( Copernícia Cerífera) wax).

Adstringentes: compostos muito usados em xampus ou tônicos faciais para quem tem problemas com oleosidade excessiva. O adstringente diminui a secreção das moléculas de gordura/oleosidade, e pode auxiliar na sua remoção.
Exemplos: Extrato de jaborandi (Jaborandi (Pilocarpus Jaborandi) Extract), Extrato de Hamamelis (Witch Hazel (Hamamelis Virginiana) Extract), Mentol (Menthol).

Conservante: são compostos para evitar a proliferação microbiana. É o que garante que o seu cosmético vai ter pelo menos uns 6 meses de validade antes de aparecer aquele cheiro desagradável ou aqueles pontinhos pretos e verdes nas paredes do potinho (eca!)!
Exemplos: Ácido Benzoico (Benzoic acid), Parabenos (Methylparaben, Propylparaben), Hidantoina (DMDM hidantoina), Iodopropinil butilcarbamato (Iodopropynyl Butylcarbamate).

Agentes quelantes: compostos utilizados para remover íons metálicos residuais de uma formulação. Esses íons metálicos podem vir de contaminação no uso diário do cosmético, do processo de degradação ou de alguma matéria prima. O não uso do agente quelante pode favorecer a instabilidade da formulação.
Exemplos: EDTA (Dissodium EDTA)

Corretor de pH: Corrige o pH da formulação para aquele mais adequado para a área em que o cosmético será utilizado ou de acordo com a estabilidade das matérias-primas utilizadas.
Exemplos: Ácido cítrico (Citric acid), Trietanolamina (Triethanolamine).

Corretores de sensorial: são compostos que auxiliam a melhorar o sensorial, o toque, de uma formulação, ou seja, ajudam uma formulação que era meio pegajosa a ficar com um toque mais sequinho (por exemplo).
Exemplos: pó de Tapioca (Tapioca Starch), Oliwax ( Hydrogenated olive oil, Olieve oil and Olive oil unsaponifiable).

Espero que tenham gostado, e que tenha esclarecido um pouco pra alguém!
Para quem quiser mais informações tem um blog que eu sigo, bem legal, que chama Decifrando Rótulos! Ajuda! ;)

Bju
Denise


terça-feira, 21 de junho de 2011

Testes em animais: a polêmica!!!!!

Olá Pessoal!
Primeiramente gostaria de me apresentar. Meu nome (mudado recentemente!) é Kelly Bueno Condotta. Sou mestranda em ciências farmacêuticas pela UFRGS e colega de laboratório da querida dona desse blog. Tive o prazer te tê-la como minha co-orientadora de TCC e agora adoro mais ainda ser sua parceira nas loucuras nanotecnológicas. Sou doida por maquiagens e ando na minha maior fase “cosmetaholic”.

Apresentações à parte, vamos ao que interessa. Levei bastante tempo pensando no que escrever no meu primeiro post, que obviamente deveria ser uma coisa bem interessante pra fazer jus aos posts da Denise. Dia desses estava navegando pelos 500 mil blogs de cosméticos e maquiagens que acompanho e vi alguns comentários sobre escolher essa ou aquela marca porque os produtos eram ou não eram testados em animais. Plin! Acendeu a lâmpada! Estava escolhido o tema do meu primeiro post! Até porque, trabalho com experimentos em animais no meu mestrado (para fins farmacêuticos!!!!) e sou colaboradora de outros trabalhos que envolvem animais. Já fiz curso sobre uso ético de animais e estou sempre buscando informações a respeito, pois sou muito questionada (e às vezes criticada) por trabalhar com isso.

Animais para testes em cosméticos é um tema bastante polêmico, já que ao se tratar de algo “supérfluo” algumas pessoas acham que o uso de animais é completamente dispensável. Eu concordo e discordo. Concordo com o fato de que esses animais podem ser usados para pesquisas muito mais importantes para a SAÚDE das pessoas. Mas discordo pois não adianta os produtos deixarem de ser testados ou serem testados de maneira equivocada e causarem alergias sérias às pessoas. Devido à evolução da pesquisa e da ciência, desde os anos de 1980 os pesquisadores vêm buscando alternativas ao uso de animais de laboratório, tentando substituir os testes in vivo (em animais) por testes in vitro (cultura de células, tecidos e órgãos isolados), desde que estes tenham VALIDADE E CORRELAÇÃO com o que acontece no organismo.

No Brasil, desde a década de 1970 os cosméticos precisam ser registrados antes de serem comercializados. A partir de 1996 eles foram divididos em dois graus de risco. Os de grau 1 (produtos com risco mínimo) são os xampus, sabonetes, cremes, maquiagens entre outros e desde 1999 não precisam mais de registro para serem comercializados, somente notificação. Os de grau 2 (produtos com risco potencial) são aqueles que possuem uma indicação específica como filtro solares, anti-rugas, tinturas, sabonetes antissépticos, produtos anticaspa, desodorantes antitranspirantes, alisantes, creme para celulites, cremes esfoliantes, produtos infantis, entre outros. Esses sim precisam apresentar os testes de segurança e eficácia para serem comercializados!!!

Os riscos que são avaliados para produtos cosméticos são os do tipo irritativo, alergênico e sistêmico (que atinge todo o organismo pela via oral ou por permeação cutânea). Vários testes in vitro desenvolvidos já foram aceitos e são utilizados na avaliação do risco irritativo. Porém, nem todos estão validados, pois houve diferença de resultados entre os laboratórios. É importante lembrar também que o que vale para um país não necessariamente vale para outro, pois as formulações podem ser alteradas ou adaptadas para atender melhor as necessidades daquela população. Por isso, cada país deve ter sua própria legislação. Além disso, os testes de segurança e eficácia de produtos cosméticos (que são os que podem vir a utilizar animais) são realizados somente nos PRODUTOS ACABADOS e não nos que estão sendo pesquisados/desenvolvidos.

A ANVISA (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) possui um link de perguntas sobre esse assunto: O uso de animais para testes em produtos cosméticos é permitido? Eles discutem que, apesar de ser uma tendência, o Brasil ainda não tem uma legislação sobre o assunto. Por enquanto há apenas o Guia para Avaliação de Segurança de Produtos Cosméticos. De acordo com esse documento, o uso de animais para avaliar a segurança dos cosméticos não pode ser completamente abandonado por falta de métodos alternativos validados. Se você quiser ler mais a respeito, os links para estes dois documentos estão aqui e aqui.

Espera-se que na Europa até 2013, todos os testes em animais sejam substituídos, desde que corretamente validados e correlacionados com o que acontece in vivo. Enquanto isso não ocorre, sempre deve prevalecer a ÉTICA ao trabalhar com qualquer tipo de animal, em qualquer tipo de experimento, cuidando para evitar ao máximo o seu sofrimento.

Bom, por enquanto é isso! Espero que tenham gostado. Eu estou muito contente pois é a minha primeira experiência escrevendo para outras pessoas sem ser um trabalho científico. Estou numa correria com o final do mestrado, mas vou fazer o possível para voltar em breve! Ah! Estou aceitando sugestões para os próximos posts!

Beijos
Kelly


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Nanodelícias para o cabelo!

Bom, para quem não sabe eu faço doutorado em nanotecnologia e por isso sou fã dessa área!
Além disso sou uma apaixonada por cosméticos para os cabelos... resultado? AMEI a linha de produtos para os cabelos da Inventiva (Se você não sabe ainda quem é a Inventiva, por favor, clique aqui!).

Eu consegui amostras das matérias-primas da Inventiva e testei em mim e em algumas amigas! Os resultados foram fantásticos!

Meu Favorito: NanoVit Hair
O NanoVit Hair é composto de lipossomas de queratina hidrolisada associada a vitamina E que juntamente conseguem restabelecer a estrutura do fio através da reparação e selagem das escamas queratinizadas.
Eu usei em mim após o shampoo anti resíduos. Como resultado eu senti que as pontas do meu cabelo (que são descoloridas) ficaram bem melhor. Diminuiu muuuuito aquela sensação de "cabelo enroscando", "fios se atritando", sabe?!
Nas minhas amigas eu usei durante o processo de alisamento! Sim! Bem no meio do processo da progressiva! Me pareceu que o cabelo delas não ficou tããão destruido! =)
Eu até cortei uns pedacinhos de cabelos pra olhar no microscópio e ver se deu resultado mesmo! Se eu conseguir colo aqui no blog pra vocês!



Proteção para a cor: Nutrinvent Hair
A combinação de proteínas da soja, trigo e aveia e de licopeno formam um complexo nutritivo altamente hidratante e condicionante aos cabelos, além das características revitalizantes e antioxidantes promovidas pelas propriedades intrínsecas das matérias‐primas selecionadas para a composição de Nutrinvent Hair LV, que trazem proteção frente à ação dos raios UV.
Além disso, o uso do Nutrinvent Hair antes de aplicar a progressiva de carbocisteína ajuda a proteger a cor dos cabelos. Claro que não evita a abertura do tom, mas abre bem menos e evita ainda que o cabelo tingido de loiro possa adquirir uma tonalidade alaranjada! Isso porque osantioxidantes da formulação ajudam a proteger os pigmentos naturais dos cabelos.
Esse eu também usei nas minhas amigas que fizeram a progressiva, antes de começar todo o processo! Foi ótimo! As loiras conseguiram manter a tonalidade bem próxima da original, quase não da pra perceber a mudança no tom do cabelo! Além do que ficou bem brilhoso o cabelo!



Ainda falta eu testar o NanoShine Hair e o NanoFrizz Control! Assim que eu tiver o resultado vou postar para vocês aqui no blog!

Empresas de todo Brasil: O QUE VOCÊS ESTÃO ESPERANDO?!? Já comprar as coisas da Inventiva e fazer os produtos! Minhas amostras estão acabando! =(

bjus
Denise

terça-feira, 31 de maio de 2011

FCE 2011

Semana passada, para quem não sabe, ocorreu em São Paulo (SP) a 16ª edição da FCE Cosmetique, uma das maiores feiras de cosméticos no Brasil. Paralelamente ocorreu o 25º Congresso Brasileiro de Cosmetologia e pela primeira vez eu consegui participar de ambos os eventos!

O que eu gostei:

- A-D-O-R-E-I a nova linha de maquiagens da Faber Castel! Sério, eu não imaginava que eles tinham cosméticos, mas até que faz sentido a maior produtora de lápis (e afins) produzir cosméticos relacionados com coloração!
Achei muito fofa a linha deles, mas fiquei triste ao saber que ainda ninguém comercializa! =(
A Faber Castel é uma terceirizadora de produção e essa linha própria eles estão a produra de quem queira comercializar.
Para quem não sabe, uma terceirizadora de produção é uma empresa que produz para aquelas que não tem planta industrial ou que querem produzir algo que não dá para produzir na sua propria planta (por falta de espaço ou exigências da ANVISA). Essa é uma prática bem comum, inclusive na produção de maquiagens, as quais precisam de um planta individualizada ("exclusiva"), ou seja, não se pode produzir rímel na mesma planta industrial (no mesmo local) que um shampoo.


- Gostei muuuuuito da apresentação do estande da FAV 105 Fragrances! Ele era todo em veludo vermelho no estilo Moulin Rouge, com direito a dançarinas de cancan e tudo!
Só fiquei triste que não me deram a mínima bola. Fui lá mais d uma vez e os atendentes se quer olharam na minha cara! Nem um folderzinho rolou! =/
Paciência, uma pessoa com os dizeres "Serviço Nacional de Aprendizado na Indústria" na credencial não parece ser um cliente em potencial... umpf! =/
Pelo menos consegui cehirar 2 produtos que estavam expostos... bem boas as essências, mas não tenho muito mais como falar pois não tive a chance de conhecer o trabalho deles.


- O estande da Bandeirante deu um espaço muito legal pra Inventiva (empresa de nanopartículas para uso em cosméticos). Gotei muito da dedicação das gurias da Inventiva no atendmento ao público! Mesmo com toda a muvuca do estande (mega lotado) elas não deixaram de atender ninguém! Como elas me conhecem tive que observar elas mais de longe, pra não dizerem que eu achei que elas atenderam bem só porque elas ME atenderam! ;P
Além disso o folder que elas mandaram fazer estava muuuuuuuito lindo! Com todos os produtos para cabelos que eu AMO!

Fora isso os demais estandes estavam muito bem apresentados, a maioria cheio, mas o atendimento para pessoas como eu muito fraco. Eles visam clientes em potencial e eu.... bem... não parecia ser.

Quanto ao congresso... eu fiquei um pouco decepcionada com as palestras técnicas. Achei que faltou mais atenção dos apresentadores ou de quem treinou esses apresentadores. Eu ouvi muitos termos técnicos errados (como por exemplo "faixa de pH de 3 a 10 %", fala sério, pH%?!) e definições erradas (como dizer que dodecil sulfato de sódio não é um sal!).
Enfim... acho que dentro das empresas o setor comercial deve ser melhor orientado... ou então os farmacêuticos do P&D é que deveriam dar essas palestras.

E você, foi na FCE? O que achou?

;)
bju
Denise!


A Estrutura da Pele

A pele é o maior órgão do corpo humano, composta por três camadas: a epiderme, a derme e a hipoderme (camada mais interna de tecido adiposo). Ela atua como uma barreira protetora, prevenindo a perda de água e bloqueando a entrada de agentes exógenos.
Epiderme: é constituída de várias camadas de queratinócitos (células responsáveis pela produção de queratina) em diferentes estágios de maturação. Essa é a camada responsável pela prevenção da desidratação das demais camadas. Na epiderme está o extrato córneo, que é a parte mais externa da epiderme. O extrato córneo é a barreira protetora contra a penetração de substâncias estranhas ao corpo.
Derme: é um tecido elástico e resistente que proporciona resistência física ao corpo inteiro. Essa camada fornece os nutrientes para a derme e é formada por células como fibroblastos, granulócitos, colágeno, elastina, glicosaminoglicanos e glicoproteínas.


A Estrutura do Cabelo

O fio de cabelo é formado pelos seguintes componentes: a cutícula, o córtex e a medula.
Cutícula: é constituída por proteínas, é parte mais externa do fio, sendo responsável pela proteção das células do córtex. É a camada cujas propriedades estruturais servem de proteção contra influências externas, ela é responsável pelo ingresso e egresso de água, o que permite manter as propriedades físicas da fibra. É formada por células escamosas de queratina que se sobrepõem umas as outras, lembrando escamas de peixe, formando uma cobertura.
Cortex: ocupa a maior área seccionada do fio (75 %) e é constituído por células ricas em ligações cruzadas de cistina (enxofre) e células rígidas separadas uma a uma por uma membrana celular. O córtex é formado por macrofibrilas de queratina alinhadas na direção do fio. Distribuídos aleatoriamente no córtex estão os grânulos de melanina cujo tipo, tamanho e quantidade determinam a cor do cabelo.
Medula: No interior do córtex está localizada a medula, porém esse componente pode estar presente ou ausente ao longo do comprimento do fio.