terça-feira, 13 de novembro de 2012

Esmaltes e Nanotecnologia: Produtos cosméticos inovadores

O post de hoje não foi escrito por mim, mas sim por uma profissional pela qual tenho muito respeito e admiração pela jornada que cumpriu e vem cumprindo!
Ela é mestre em ciências farmacêuticas pela UFRGS e diretora de uma das empresas mais inovadoras do país, a INVENTIVA, empresa líder em nanotecnologia!

Com a palavra: Cândice Felippi


As unhas, cientificamente conhecida como lâmina ungueal, são uma importante peça na beleza, tanto feminina, quanto masculina. Elas são um reflexo direto do nosso corpo e podem representar o estado geral da nossa saúde. Uma unha quebradiça, amarelada ou com deformidades pode estar querendo dizer que algo não está bem com nosso corpo. A alimentação é um dos principais fatores que afetam a aparência geral das unhas, sendo que refeições ricas em ferro, cálcio e vitaminas são extremamente importantes.
Antigamente, admitia-se que a resistência ungueal era devida à quantidade de cálcio. Ao passar dos anos, pesquisadores comprovaram que é a quantidade elevada de enxofre das unhas que contribui para que as pontes dissulfeto entre cisteínas estabilizem proteínas relevantes para a resistência ungueal. Ela contém aproximadamente 10% de água e é pobre em lipídios. Dessa forma, sua capacidade de reter líquido é pequena, o que a torna mais suscetível à desidratação e aos danos mecânicos. Unhas de idosos têm percentual ainda menor de lipídios, mostrando, portanto, maior suscetibilidade para unhas frágeis.
A exposição das unhas a cosméticos contendo agentes químicos como acetonas, esmaltes à base de solventes (formaldeído, tolueno), além de fungos e traumas repetitivos (como digitação, por exemplo) podem interferir na adesão intercelular dos corneócitos e tornar as unhas extremamente frágeis. Esses fatores parecem atuar de maneira cumulativa, determinando maiores alterações ungueais com a maior exposição ao longo do tempo. Uma causa freqüentemente negligenciada é o uso abusivo de removedores de esmalte, principalmente contendo acetona, que promovem secagem excessiva das unhas, acarretando em unhas quebradiças, esbranquiçadas e sem brilho.
O culto à beleza das unhas vem da antiguidade. No Egito antigo já existia o costume de pintar as unhas e os dedos com henna. Hoje, no mercado, existem uma quantidade enorme de produtos com a finalidade de embelezar as unhas.
Esmaltes não são usados apenas pela finalidade estética; eles também auxiliam no fortalecimento e na proteção das unhas, principalmente das agressões do dia a dia. Por isso, é extremamente importante saber escolher produtos de qualidade, seguros e eficazes para nossas unhas. Algumas fórmulas contêm um solvente chamado tolueno, que devido ao seu baixo custo, ainda é utilizado em alguns esmaltes. Além dele, o formaldeído também está presente em alguns esmaltes, pois confere uma boa aderência e durabilidade ao produto. Esses dois solventes são extremamente prejudiciais para as unhas e causadores de reações alérgicas. Devido a isso, a Anvisa proibiu no Brasil  o uso de formaldeído em cosméticos e o tolueno também já está sendo retirado de esmaltes por diversas empresas. O consumidor deve estar atento na escolha de esmaltes sem tolueno na fórmula e, dessa forma, não prejudicar sua saúde e nem das suas unhas.
O mundo dos esmaltes evolui rapidamente e diferentes produtos são lançados no mercado praticamente todos os dias. O consumidor está sempre atento às novidades, buscando produtos inovadores e capazes de trazer rápidos e bons resultados. Devido a isso, esse mercado acaba sendo muito dinâmico, necessitando renovar constantemente seus produtos. Algumas tecnologias muito bem desenvolvidas já podem ser apreciadas por consumidores, como o uso da nanotecnologia em esmaltes.
Cosméticos com nanotecnologia são formulações que conduzem ativos ao seu local de ação, podendo controlar a liberação do ativo em camadas mais profundas, tornando-o mais efetivo que os produtos convencionais. Na área cosmética, geralmente, as nanopartículas apresentam diâmetros compreendidos entre 100 e 600 nm. Através da Figura 1, é possível ter uma noção de uma ampla escala nanométrica, na qual se observa que uma nanopartícula é maior que um vírus e menor que uma bactéria.





Algumas das vantagens que podem ser obtidas com a utilização da nanotecnologia na produção de cosméticos são: aumento da estabilidade dos ativos cosméticos, a liberação lenta e controlada do ativo, melhora na homogeneidade das formulações, o aumento da eficácia dos produtos e o aumento da capacidade de hidratação da pele, cabelos e unhas, devido ao tamanho nanométrico dos sistemas.
             O estudo de aplicação em esmaltes de unhas de nanopatrículas de óleo de Argan (NanoArgan da empresa Inventiva) demonstrou excelentes resultados de reparação e fortalecimento das unhas. Em apenas uma semana utilizando NanoArgan  em base para esmalte, voluntários com unhas quebradiças notaram que suas unhas não quebraram e, após 20 dias, as unhas que não conseguiam obter um comprimento estavam endurecidas e compridas.

Quando utilizado em bases para esmaltes coloridos, testes demonstraram que a resistência de duração do esmalte contendo NanoArgan foi maior (7 dias de duração) quando comparado com o produto puro (5 dias). Portanto, a utilização de NanoArgan em esmaltes é capaz de aumentar a força e resistência das unhas, além de manter o esmalte por mais tempo sobre as unhas.
É fundamental a escolha de bons produtos para as unhas, com fórmulas livres de tolueno, formaldeído e dibutilftalato, principalmente para pessoas que tem facilidade em adquirir irritações nas unhas. A adição de ativos como óleos vegetais torna o produto ainda menos agressivo e com benefícios além de apenas colorir. Ainda, esmaltes com nanotecnologia, além de tornarem o produto extremamente inovador, ainda agregam eficácia e segurança aos produtos. 
Algumas empresas já adquiriram a esta tecnologia inovadora, como a Kolt, que possui uma ampla linha de esmaltes com nanotecnologia, uma das linhas possui nanopartículas de queratina, D-pantenol e vitamina E (NanoVit Nail®), e a outra, em homenagem as blogueiras, com nanopartículas de óleo de Argan (NanoArgan®). A empresa Dailus lançou este ano 20 cores de esmaltes que proporcionam alta cobertura, brilho e cor intensa para as unhas. Com uma embalagem inovadora, sobretampa e pincel diferenciado que facilita a aplicação, o esmalte contém nanopartículas de queratina, D-Pantenol e vitamina E (NanoVit Nail®) que fortifica e hidrata, reduzindo quebras e descamação.



Links com produtos:



quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Nanotecnologia em cosméticos!

Para quem não conhece a área ou para quem quer saber mais, super recomendo esse curso! As ministrantes são duas expertes na áreas, com conhecimento prático e teórico!
Vale a pena conferir!




terça-feira, 10 de julho de 2012

De ácido glioxílico a formol?

Eu sempre ouvia falar que o ácido glioxílico poderia se converter a formol, mas nunca tive certeza se isso era mito ou verdade!
Para que você entenda: muitas progressiva, com a finalidade de obter um resultado (de liso) melhor, associam o ácido glioxílico com a carbocisteína. O ácido glioxílico é um composto orgânico da classe dos aldeídos, a mesma do formol.
A estrutura química do formol e do ácido glioxílico é parecida, mas o ácido glioxílico apresenta uma carboxila a mais (figura a baixo).



Sendo um aldeído, o ácido glioxílico poderia fazer a reticulação da matriz do córtex (assim como o formol) para auxiliar na fixação do novo formato.
Mas qual o problema? Bom... alguns estudos demonstram que quando submetido a temperaturas superiores à 200 graus (C) o ácido glioxílico pode sofrer uma decomposição térmica em gás carbônico e formol (eu li nesse artigo).
Segundo o estudo feito por Back e Yamamoto, quanto mais próximo à 200 graus, menor a formação de formol, assim como quanto mais elevada a temperatura maior a formação.

Agora fica a pergunta: é arriscado o uso de ácido glioxílico? A quantidade de formol liberada por ele pode ser nociva? Infelizmente essas respostas eu ainda não sei...

domingo, 17 de junho de 2012

Progressiva e coloração juntas (ao mesmo tempo) pode?


Pooooode! Acreditem!
Esse foi um desafio que eu lancei na minha aula de Terapia Capilar, no curso de Técnico em Imagem Pessoal (na escola Fórmula, Porto Alegre). Todas as minhas alunas, são cabeleireiras e eu desafiei elas a fazerem uma progressiva, finalizando com coloração! Ta certo que algumas já tinham feito isso, mas sem olhar para a ciência por trás de tudo!
E para provar que eu acreditava na minha teoria química, EU fui a cobaia!
O fato era o seguinte: meu cabelo estava realmente precisando de uma progressiva (foto a baixo). Ele estava muito sem forma (nem liso, nem ondulado), além disso, as luzes estavam com uma coloração indefinida: umas platinadas, umas douradas e outras laranjas! E eu queria tudo dourado!



Então eu propus o seguinte: primeiro fazer uma progressiva com carbocisteína (a marca usada foi a de sempre, Tanagra, Kerapower Perfect Liss). Como essa progressiva deixa cheiro ruim no cabelo, eu sempre aplico o neutralizador da X-Tenso L’Oreal. Como o X-tenso tem oxidantes, ele reage com ligações de cisteína que permaneceram aberta (e tem cheiro ruim, devido ao enxofre livre), fecha essas ligações ou converte a cisteina em ácido cisteico, e o cheiro ruim some. Baseado nesse meu segundo passo é que eu fiz o desafio: como esse oxidante que eu uso depois da progressiva é uma água oxigenada (aproximadamente 8 volumes), eu pedi pra elas colorirem o meu cabelo inserindo a coloração nesse neutralizante da L’Oreal e aplicando após a progressiva feita!

Deu pra entender?

Passo 1: fazer a progressiva
Passo 2: preparar a coloração, usando o neutralizador da X-Tenso ao inves da água oxigenada comum
Passo 3: finalizar a progressiva (tirar o cehiro ruim) colorindo ao mesmo tempo as mexas.

Quem confia que isso da certo?

Vejam bem: a coloração é feita com água oxigenada e a tintura. A Água oxigenada em contato com o pigmento revela ele e colore o cabelo... Poque não usar o neutralizador (que é composto por água oxigenada)?
Logicamente que as preparações para coloração tem um pH mais alcalino e esse neutralizador um pH mais ácido. Mas lembre-se que o pH alcalino é para auxiliar na abertura da cutícula... o que já foi feito pela própria progressiva ainda não totalmente finalizada.
Então, será que da certo?

DEU! 
Elas conseguiram fazer a minha progressiva e “padronizar” a minha coloração das mexas (foto a baixo). Claro que elas aproveitaram também pra dar uma cortadinha (mínima) e uma arrumadinha! ;)



Mas porque assim pode e fica bom e separado (primeiro progressiva e depois coloração) não é recomendado?
Até da pra fazer os dois separados, mas quando se faz os dois processos separados o cabelo é submetido 2 vezes ao processo de abertura de escamas... e isso fragiliza mais os fios. Então, se é possível, reduzir uma etapa de dano, fazendo os dois procedimentos juntos, não é melhor?
O que vocês acham?


sábado, 9 de junho de 2012

Ele está no meio de nós! FORMOL: o teste!

Pois é... ele está no meio de nós.
Há muito tempo eu me perguntava:
"Quais as marcas confiáveis de progressiva?"
"Quais não tem formol?"
"Será que todas tem formol?"

Chata do jeito que eu sou, fui atrás de alguma metodologia para doseamento de formol em produtos de alisamento capilar e achei um artigo bem bacana (clique aqui). É uma metodologia de doseamento por UV (espectrofotometria de ultravioleta) que me permite QUANTIFICAR o formol. Sim! Não é simplesmente dizer se tem ou não, mas sim o quanto tem!

Bom, com esse artigo nas mãos resolvi transformar essas "curiosidades" em aprendizado! Eu dou aula em um curso técnico na escola Fórmula, aqui de Porto Alegre. Nesse curso, eu ensino a parte química dos cosméticos capilares para cabeleireiros. Obviamente que nesse pacote entram os ensinamentos sobre os riscos do formol!
Já na UFRGS eu fui convidada para dar uma aula especial sobre cosméticos para alisamento capilar. Além da aula teórica, eu sugeri ministrarmos uma aula prática de detecção de formol em produtos de alisamento capilar!
Dai foi só juntar as duas instituições para beneficiar ambos alunos.
As minhas alunas da escola Fórmula (que são cabeleireiras), me cederam amostras de progressivas que elas trabalham (e que o vendedor garante que não tem formol)! E na UFRGS os alunos vão dosear pra saber se tem formol e quanto tem (a aula vai ser dia 18/06)!
Como é de praxe, toda aula prática deve ser testada antes, para ver se funciona e para ver quais resultados cada amostra tem. Bom... eu que não sou boba, escolhi 10 marcas para fazer o teste e acreditem... me surpreendi muito!

Se você está esperando que eu conte quais deram positivo, desista! Infelizmente não posso fazer isso por hora! As análises foram feitas dentro da universidade, com amostras cedidas (ou seja, eu não abri um produto novo para testar). Eu estaria sendo leviana se jogasse a "merda no ventilador" dessa forma. Mas sabe o que me surpreendeu? Marcas grandes, famosas, usadas nos grandes salões de Porto Alegre deram positivo! Com quantidades variando de 3 a 10 % de formol! Já algumas marcas pequenas, que eu achava que certamente teriam formol, me surpreenderam com um resultado negativo!
Claro... eu ainda vou repetir algumas análises, mas isso serviu pra me mostrar o quanto complicado é escolher uma marca.
O único resultado que eu faço questão de contar é o da progressiva que eu uso (em mim e nas minhas amigas), da marca Tânagra (já falei dela aqui). Deu NEGATIVO! Ufa... :)
Na foto a baixo está o resultado das 5 primeiras análises. Para que vocês entendam: amarelo é negativo e quanto mais rosa mais formol tem!



Depois, a análise de UV dessas amostras são confrontadas com uma curva padrão (6 amostras de formol com concentração conhecida) para determinar através de cálculos específicos a concentração de formol na amostra. Ai a baixo está a foto da minha curva padrão para vocês entenderem!



O que eu tirei disso tudo? Realmente não da pra confiar em qualquer marca... E isso é o  mais triste, pois marcas que eu considerava sérias, parecem não ser!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

FCE Cosmetique 2012


Para quem não conhece a FCE é uma feira promovida pela NürnbergMesse Brasil em parceria com a Associação Brasileira de Cosmetologia. O evento reune profissionais da indústria cosmética e estudantes, além disso, o grande número de palestrantes do exterior ajuda a credenciar o evento como referência internacional para o desenvolvimento do mercado cosmético.
Nesta 17a edição, a feira terá também o primeiro Seminário FCE Pharma, com módulos voltados para Marketing-Estratégico e Módulos Técnicos, trazendo novidades, tendências e soluções para os principais desafios do setor através de porta-vozes como ANVISA, Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI, Farmanguinhos, entre outros.

Entre as novidades da feira estão o lançamentos da minha querida INVENTIVA!
A indústria Inventiva, de Porto Alegre, acaba de lançar dois novos produtos contendo o óleo de argan. São dois ativos diferenciados, que apresentam distintas aplicações para o óleo, muito rico em nutrientes, e utilizado na indústria cosmética, em produtos para pele, cabelos e unhas.
O óleo de argan é extraído da árvore argan ou argania, cultivada no Marrocos e em parte da Argélia, na África. A empresa criou o NanoArgan, descrito como Inventsferas de óleo de argan, com aplicação em produtos capilares, hidratantes e fortalecedores de unhas. O segundo produto é o NanoFrizz Argan, produto desenvolvido pela empresa que contém um blend de silicones multifuncionais e óleo de argan em nanopartículas, atuando na redução do frizz dos cabelos.
Além desses, o lançamento de ativos nanotecnológicos para serem utilizados em esmaltes é inovador, produtos adicionados desses ativos terão capacidade de fortalecimento de unhas e melhora do seu aspecto. Um dos ativos é o NanoVit Nail composto por queratina, D-pantenol e Vitamina E. Maiores informações através do site: www.inventiva.ind.br ou telefones 51.3362 1029 e 51.8471 4000 (Cândice e Renata).

Infelizmente esse ano eu não vou poder ir à FCE! Ano passado eu fui e valeu muito a pena para conhecer!
Quem tiver oportunidade vá! E se quiser, me conte depois o que achou! ;)


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Carbocisteína: seu funcionamento e seus problemas!


Entre os meus post mais procurados está (sem dúvidas) aquele sobre a carbocisteína!

Há meses eu me pergunto: como esse ativo funciona? Porque não precisa da etapa de neutralização? Porque quem descolore o cabelo e faz essa progressiva fica com o cabelo amarelado ou até mesmo esverdeado? Porque o tioglicolato não tinha esse problema?

Bom, eu acho que encontrei as respostas!

Como eu acho que funciona a carbocisteína:
Da mesma forma que o tioglicolato, a carbocisteína provoca redução das pontes de enxofre (S-S). Contudo, ao contrário do tioglicolato, essa redução provoca a formação de ácido cistéico. O ácido cistéico não re-oxida (como a cisteína formada na progressiva com tioglicolato), por isso não necessita da etapa de neutralização.

Por que o cabelo fica amarelado?
A carbocisteína provoca reações de degradação dos aminoácidos que compõem a queratina (proteína capilar). Quando o triptofano, cistina e metionina sofrem degradação, observa-se o aparecimento da cor amarelada, a qual é proporcional à degradação desses.
Quem tem o cabelo descolorido ou tingido, já possui sítios de oxidação (formados pelo peróxido de hidrogênio dos descolorantes e tinturas). Sendo assim, o grau de degradação dos aminoácidos é bem maior que nas pessoas com cabelos não descoloridos/tingidos.
Resultado? Quem tem cabelo tingido de loiro, pode ficar com ele amarelo/alaranjado (“ovo”). Quem tem cabelo tingido de vermelho pode ficar com ele laranja (vermelho + amarelo = laranja). Se salva mais quem pinta de escuro, pois a coloração amarela da degradação não se sobressai. Ela às vezes se manifesta como um “clareamento” da cor.

Mas porque alguns cabelos ficam verde?
Em alguns casos, pode ocorrer a formação de um radical livre cistil, que tem como cor o esverdeado. Infelizmente a carbocisteína é bem instável, e essa formação de produtos de degradação sempre pode ocorrer, sendo sempre mais fácil em cabelos já quimicamente tratados.

E o que se faz para reverter esses problemas?
Essa é a pior parte: NADA! Uma vez danificado não tem volta. Poderia se pensar em tingir o cabelo, mas eu sei de casos de pessoas que tentaram tingir um cabelo que ficou amarelo ovo e ele passou a ficar verde.
A fibra capilar é tecido morto, não tem reparo. Da pra tentar “maquiar”, mas corre-se sempre o risco de piorar!


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A volta do vilão: FORMOL!

Mais uma vez ele volta a assombrar... ou deveríamos dizer que ele nunca se foi realmente?

No último Fantástico novamente foi discutido o problema do uso de formol em alisamentos capilares. Sinceramente, alguém aqui NÃO sabe que o formol faz mal? Que ele destrói mucosas, (nariz e boca, devido inalação), machuca o couro cabeludo, pode provocar inflamação e feridas na pele, pode até levar a uma calvície feminina?! Não sabem que o profissional que está exposto DIARIAMENTE a esse produto pode desenvolver sérios problemas de saúde, inclusive câncer?

Então porque ainda usam?

Não venham me dizer que é má fé das indústrias, que os cabeleireiros não sabem que tem formol no produto que eles compraram, porque isso eu não acredito MESMO! A reportagem mostrou que a maioria é ciente SIM! Sabe que tem formol SIM! E quando sabe que não tem, coloca!

Ora... Parem e pensem: Porque aqueles produtos mais simples, de empresas desconhecidas são tããããão mais baratos que os das grandes empresas! Sério que tu vai me responder agora que é porque as grandes empresas são “máfias” e só querem extorquir dinheiro das pessoas?! POR FAVOR!

Na revista Cosmetics & Toiletries já tinha saído uma reportagem mostrando uma pesquisa em que quase todas as marcas testadas tinham formol. O detalhe é que todas essas marcas eram de empresas que toda hora mudam de nome, CNPJ, de forma a driblar a fiscalização da ANVISA. Se a empresa é desconhecida, se o produto tem cheiro estranho e quando usado faz arder demais os olhos PRA QUE USAR?

Querem a minha sincera opinião do motivo do uso? Formol é barato! Ajuda a reduzir o preço que se cobra da cliente e a aumentar o lucro! Além de ter o resultado de alisamento “garantido”!

Eu já falei aqui, mulheres buscam por milagres! Querem o cabelo liso, perfeito, maravilhoso, sem ter que pagar muito! O profissional precisa trabalhar, precisa das clientes, precisa reduzir o custo e aumentar a efetividade do produto... resultado? Enche de formol! Dai acontece toda essa chacrinha que está acontecendo!

O principal produto que sofre adulterações são aqueles a base de carbocisteína. A carbocisteína não alisa cabelo crespo! Ela diminui o volume, deixa o aspecto do cabelo melhor, e quem tem o cabelo levemente ondulado às vezes até consegue alisar. Mas quando é crespo não alisa nem com escola de samba! Eu sei! Eu uso nas minhas amigas!

Acontece, que produtos a base de carbocisteína também são baratos! Qual a solução que muitas empresas “vigaristas” e alguns cabeleireiros encontraram? Batiza com formol que dai alisa tudo! E sabe por que isso funcionou e funcionará por muito tempo? Porque a cliente não-ta-nem-ai! Ela quer o cabelo liso e quer pagar pouco! Sendo assim, o formol vai por bem ou por mal, ela sabendo ou não! Porque de duas uma: ou a cliente se submete a usar o formol (muitas aceitam!), ou ela busca o mais barato possível, sem nem querer saber o que realmente vai ser usado pelo profissional!

De que adianta dizer depois “Mas eu disse que não queria com formol!” se nem perguntar a marca/procedência do produto perguntou. Você sabe qual marca do produto que o seu cabeleireiro trabalha? Porque o serviço dele é tão mais barato?

Eu repito: MILAGRES NÃO EXISTEM! Ou paga caro, aceita que alguns procedimentos não vão alisar de primeira, recusa-se a usar o formol, ou essa palhaçada nunca vai ter fim!

Pensem nisso!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Blogagem Coletiva: Meus 7 links


Essa semana, depois de séculos sem dar a atenção devida para o meu blog. Eu vi que eu havia recebido um desafio da Carla do blog (maravilhoso por sinal) Eu acredito em cosméticos! O desafio chama-se Blogagem Coletiva “Meus 7 Links", e tem como objetivo unir os blogueiros de várias áreas diferentes, criando um post nos quais eles falam de 7 links de seus blogs.

Eu sou meio verde nesse negócio de blog... a ficha custou a cair (até eu entender como realmente funcionava a coisa), mas resolvi aceitar o desafio e entrar na brincadeira!

Vamos lá então:

1. Seu post mais Bonito – Como a minha linguagem é científica e muitas vezes crítica, é difícil achar um post “bonito”, mas pra mim o mais fofo é o 20 de Janeiro – O dia doFarmacêutico. Esse post foi dedicado a minha profissão, logicamente, e a Carlos Drummond de Andrade, que eu fiquei feliz em saber que também era farmacêutico... pelo menos na formação!

2. Seu post mais Popular – Ah! Esse é o post chamado Carbocisteína e Ácido Glioxílico. TODO mundo quer saber desse tipo de escova progressiva. É o post mais visualizado e mais comentado disparado!
 
3. Seu post que gerou mais discussão/controvérsia – Nossa.... esse com certeza foi o post Nãodesrespeite a química farmacêutica. Cara... Esse gerou muita discussão! Inclusive a Priscila (do blog Sacola Phyna) colocou um link do meu post no blog dela e até lá a discussão foi braba! Mesmo com as minhas explicações farmacêuticas, teve muita gente que eu não consegui convencer que é perigoso usar aspirina no rosto como máscara de esfoliação! Esse post inclusive acabou resultando em uma entrevista minha para o Vida e Saúde (da RBS – afiliada da Globo aqui no RS).

4. O post que ajudou/ajuda mais gente – Além do post (já citado - Carbocisteína e Ácido Glioxílico) acho que tem três empatados: pH... einh?, Mas para que serve isso? e Cellophane para os cabelos! Amo! Esses três acho que esclareceram algumas coisas interessantes para muitas pessoas!
5. O post que o sucesso te surpreendeu – O que mais me surpreendeu foi o post Perfumes, no qual eu falo um pouco sobre como são estruturados e quais os tipos de perfumes. Me surpreendeu porque até hoje é um dos mais visitados. Nunca imaginei!

6. O post que não recebeu a atenção que deveria – Olha... não sei se é porque é recente ainda ou se é porque não chamou atenção mesmo, mas o post que não recebeu a atenção que eu esperava foi o Perda de cabelo – Calvicie – Alopecia. Achei que seria mais procurado.

7. O post que você tem mais orgulho – Ah... todos! Mas acho que principalmente daqueles que eu defendo o meu lado né (como farmacêutica)?! Como nos posts: Não desrespeite aquímica farmacêutica, Testes em animais: a polêmica, Indústria não é chacrinha!

Bom... indicado os 7 posts, vem agora o mais difícil: escolher sete blogs de segmentos diferentes para participar. Pra mim é muito difícil porque eu conheço poucos blogs... talvez eu falhe um pouco e acabe indicando segmentos iguais ou semelhantes, mas ai vão eles (me perdoem quem não gostar da indicação):



sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Nanoargan! Eu quero!

Gente, que eu sou fã dos produtos da Inventiva, não é novidade nenhuma! Mas vocês viram a novidade que elas lançaram???
Elas tem agora o óleo de Argan nanoencapsulado!!!! Siiiiiiiiiiiiiiim!!!! Um sonho!!! Esse óleo é mega espetacular para dar brilho e maciez pro cabelo!!! #tudodebom

Da uma olhada ai nas novidades!



Eu quero muito provar, ainda mais depois dos resultados que eu vi (clique AQUI)! Adeus frizz!!! =D

Vou ver se descolo uma amostra e se descubro quais os estabelecimentos que já estão trabalhando com essas coisinhas gostosas para colocar aqui no blog pra vocês!
Aguardem!!!

Quem quiser ir acompanhando as novidades da Inventiva também pode curtir elas no facebook - INVENTIVA.

bj

De

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Perda de cabelo – Calvície – Alopecia



Aí está um assunto que assusta tanto homens quanto mulheres! Embora a calvície acometa mais os homens, quando ela se manifesta em mulheres é o caos!



Mas como saber se o que eu estou perdendo de cabelos é normal ou não?!?

1º - Perder até 100 fios por dia é normal (para quem lava os cabelos diariamente, quem fica mais de um dia sem lavar pode perder ainda mais)!

2º - Você pode fazer o teste da puxadinha! Pegue aproximadamente 50 fios de cabelos e fixe eles entre o dedão e os dedos indicador e médio. Faça uma leve tração da cabeça até a ponta da haste! Se você ficar com menos de 6 fios nas mãos é normal! Mais do que isso – Fique esperto! Obs.: esse teste só pode ser feito se você lavou seus cabelos nas últimas 24h!!!!



3º - Você ainda pode fazer o teste do puxão! Pegue alguns fios com as duas mãos na parte mediana da sua haste (mantenha as mão separadas como na foto). De um puxão (uma mão para cada lado)! Se o seu cabelo estiver frágil ou muito danificado algumas hastes irão quebrar! Se isso acontecer pode ser até sinal de excesso de química amiga!!!



Uma perda de cabelos pronunciada pode ter diversas causas, e é exatamente por isso que é tão difícil de tratar. A causa pode ser genética, emocional, fisiológica ou até mesmo por usar coisas indevidas ou de forma incorreta nos cabelos!
Eu vou tentar falar de uma forma resumida e o mais abrangente possível nesse post pra não ficar muito extenso, porque (acreditem!) desse assunto se faz um mestrado e um doutorado!

A calvície, chamada de alopecia, pode ser dividida da seguinte forma:
  • Cicatricial: fio capilar não cresce devido à destruição do folículo capilar (por causa de alguma doença inflamatória/autoimune, infecções, processos neoplásicos ou agentes físicos, como queimaduras);
  • Não cicatriciais por perda do fio “pela raiz”: ou seja, perde-se “o fio todo”, desde a raiz! Nessa classificação entra a alopecia androgênica, o eflúvio telógeno e a alopecia areata;
  • Não cicatriciais por quebra da haste: ou seja, perde-se o fio porque ele quebra em algum ponto da haste, mas um pedacinho (com a raiz) ainda fica preso na cabeça. Nessa classificação entra Tinea capitis (infecção fúngica), Tricotilomania e eflúvio anágeno.

Vocês perceberam que eu usei os termos fase anágena, e fase telógena? Então... O que quer dizer isso? Esses são dois momentos do ciclo capilar! Esse ciclo está constantemente renovando nossos cabelos e qualquer interferência nele leva a perda de cabelos! Vamos às fases desse ciclo:



Fase anágena: Fase de crescimento da haste capilar. As células aqui estão se multiplicando e fazendo o cabelo crescer! Pode durar até 6 anos essa fase!

Fase catágena: O cabelo para de crescer e as células desse folículo “são mortas” pelo nosso organismo para que um novo fio possa vir!

Fase telógena: é chamada de fase de descanso. Nada acontece, o organismo fica “descansando”, antes de iniciar um novo ciclo de crescimento. Nesse momento aquele fio “morto” ainda está preso à cabeça, mas se tracionado (puxado) ela sai facilmente (sem provocar dor). Quando esse fio sai ele tem uma bolinha branca na ponta (bulbo capilar “morto”).
Aqui existe um mito! As pessoas acham que arrancaram a “raiz”! Não é nada disso, um fio em fase anágena, por exemplo, jamais conseguirá ser arrancado! Quando a gente puxa os fios em fase anágena eles arrebentam na haste (e geralmente esses doem)!

Mas passemos agora para os principais tipos de alopecia que eu citei lá em cima!

Alopecia androgênica
Essa é o terror dos homens! Quem provoca ela é um hormônio chamado di-hidrotestosterona. Esse hormônio se liga em receptores dentro das células do folículo capilar e desencadeia uma resposta para que o fio tenha a fase anágena (aquela de crescimento) cada vez mais curta! Ou seja, o fio cresce cada vez menos, fica cada vez mais fino e cada vez com menos cor! Exato! O careca não perde o fio, mas ele é tão curto que às vezes não “rompe” a pele! E quando sai é tão pequeno, fino e sem cor que mal da para ver!
Essa alopecia tem um padrão bem determinado (olha a foto), então é fácil de identificar, pois os portadores só perdem cabelos na região frontal, parietal e vertex!



Eflúvio telógeno
Essa alopecia ocorre quando muitos fios passam rapidamente (antes do tempo) da fase anágena para a telógena. É caracterizada por uma queda excessiva de cabelos por toda a cabeça (e não em uma região específica).
Geralmente isso ocorre com uma causa específica, por exemplo: estresse físico (doenças, cirurgias), febres muito altas e persistentes, estresse psicológico e até mesmo o parto! Sim, acredite! Durante a gravidez, devido aos hormônios, as mulheres produzem mais cabelos que o normal! Após o parto, com a queda desses hormônios, elas passam por um quadro de eflúvio telógeno!

Alopecia areata
Essa é complicada! É um tipo de doença autoimune! É como se as nossas células não reconhecessem os folículos capilares e “destruíssem” ele. Ela não tem um padrão, mas é caracterizada por focos bem delimitados de perda capilar.

Tricotilomania
Essa é uma condição psicológica, na qual a pessoa tem a mania de arrancar os próprios cabelos! Geralmente quem sofre dessa doença não percebe que progressivamente vai ficando careca. Na realidade não há problema nenhum com os cabelos, é apenas uma condição psicológica.

Eflúvio anágeno
Nessa alopecia ocorre uma perda pronunciada de fios durante a fase anágena. Essa condição é a que ocorre em pessoas em quimioterapia. Os medicamentos quimioterápicos provocam a quebra da haste do cabelo na parte que fica pra dentro da cabeça. Não há morte, não há modificação estrutural do fio, ele apenas quebra antes de aparecer na superfície da cabeça. Com o fim da quimioterapia esse efeito colateral cessa.

E ai, ficou alguma dúvida? Querem saber mais a fundo sobre alguma dessas alopecias em especial?

Bj

Denise


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Cosméticos para a casa!

Deixando um pouco e lado os tradicionai "cosméticos corporais e capilares", eu resolvi falar hoje dos "cosméticos para casa" que eu amo de paixão: os Cheiros da Casa
Eu compro eles aqui no RS, é uma linha de aromas simplesmente MARAVILHOSA! Eu conheço todos, e amo cada um! A combinação de essências é perfeita, sem ser forte e enjoativa, e que mesmo assim FICA por um bom tempo no ambiente!
Essa semana eu estive na Distribuidora Casagrande e pude conferir a linha toda junta e completa! =)
Cheirei um por um e elegi os meus favoritos: Pitanga, Buriti e Orquídea com jasmim! Mas logicamente que TODOS são bons! A única coisa que eu sinto é que é difícil achar todos nas farmácias de manipulação (onde são geralmente vendidos)!
Pra quem gosta e tiver interesse, os cheirinhos são:
- Alecrim
- Arruda
- Buriti
- Cravo e Canela
- Lavanda
- Orquídea c/ Jasmim
- Pitanga
- Rosa c/ Laranja
- Suave
- 7 Ervas
Cada um desses tem nos volumes de 60, 120 ou 500 mL





E ainda tem uma edição especil muito fofa que vem com uma flor dentro! Olha ai na foto que linda!!!



Bom... fica a dica pra quem gosta de perfumar a casa ou os itens de cama e banho!

bj

Denise

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Indústria não é chacrinha!

Aaaah! Me irritei!
Depois de um comentário ridículo que eu recebi ontem, além de alguns outros comentários que eu leio pela internet,  resolvi fazer esse post!
Acho que as pessoas pensam que indústria de cosmético é chacrinha e a ANVISA a padaria da esquina! Tão pensando o quê? Que na indústria se passa o dia inteiro acessando facebook e twitter, enquanto meia dúzia de máquinas fazem os cosméticos? Tá achando que depois de pronto é só ligar pra ANVISA (como se fosse a padaria do seu João) e dizer: “Registra ai pra mim: dois xampus, um condicionador, dois antirrugas e um creme pra celulite!... Ok?... Obrigada, vou levar agora pra vender!”

A COISA NÃO É ASSIM, MEU BEM!

Por conta disso o post hoje é BEM técnico! Resolvi colocar aqui um assunto que pra alguns é chato, mas tá mais do que na hora de falar: REGISTRO DE PRODUTOS! GARANTIA DE QUALIDADE!

Pra quem não sabe, a rotina de uma indústria é enlouquecedora! Posso dizer isso porque vivi de perto durante o meu estágio curricular! É constante a preocupação com a criação de novos produtos (porque a novidade é a alma do negócio), com a produção de cada lote, com a embalagem de cada produto, armazenamento, venda, controle de qualidade, garantia da qualidade... Não tem como parar nunca! Nunca MESMO! Inclusive muitas indústrias tem turnos durante a madrugada e nos finais de semana! Pois é...
Bom, por que eu to falando tudo isso? Muita gente acha que as escovas progressivas de hoje em dia ainda tem formol “com certeza”! Essas pessoas “com certeza” não sabem como é o processo de registro de um produto, muito menos o porquê de uma empresa ter um setor chamado Garantia da Qualidade!

Então vamos lá!
Para que uma empresa possa COMERCIALIZAR um produto primeiro ela tem que registrar ele na ANVISA! Do contrário ele é ilegal! Então saiba que eu estou falando de empresas LEGAIS, e produtos LEGALIZADOS!

Depois que um produto é planejado, elaborado, desenvolvido e finalizado, ele precisa ser registrado. Dessa forma, é necessário elaborar o Dossiê Técnico dele, o qual a ANVISA irá avaliar e daí decidir se dará o registro ou não. Ou seja, a ANVISA ainda pode negar o registro. Esse Dossiê Técnico não é uma folhinha com meia dúzia de informações, é um relatório com TUDO sobre esse produto! No manual de elaboração, disponibilizado no próprio site da ANVISA, os requisitos necessários são:

- Fórmula Quali-Quantitativa (todos os ingredientes e suas concentrações respectivas)
- Função dos Ingredientes na Fórmula
- Bibliografia e/ou Referência dos Ingredientes (para justificar o uso deles)
- Especificações Técnicas Organolépticas e Físico-Químicas de Matérias-Primas (as características de odor, cor, aspectos visuais, viscosidade, densidade pH, etc... de cada uma das matérias-primas)
- Especificações Microbiológicas De Matérias-Primas (tem que provar que não tem contaminação por bactérias e fungos em cada uma das matérias-primas usadas)
- Especificações Técnicas Organolépticas E Físico-Químicas Do Produto Acabado (as características de odor, cor, aspectos visuais, viscosidade, densidade pH, etc... do produto depois de pronto)
- Especificações Microbiológicas Do Produto Acabado (tem que provar que não tem contaminação por bactérias e fungos no produto depois de pronto)
Processo de Fabricação (detalhar como que é produzido o produto)
- Especificações Técnicas Do Material De Embalagem (detalhes da embalagem primária – frasco e secundária – caixinha)
- Dados De Estabilidade (tem que comprovar que todas aquelas Especificações Técnicas Organolépticas e Físico-Químicas e as Especificações Microbiológicas se mantiveram iguais durante todo o tempo indicado como prazo de validade. Detalhe: essas análises são feitas mensalmente!)
- Sistema De Codificação De Lote (detalhar como é a lógica da codificação de lotes)
- Projeto De Arte De Etiqueta Ou Rotulagem (Mandar a arte final do rótulo do produto e da embalagem, sendo que existem itens que são obrigatórios)
- Dados Comprobatórios Dos Benefícios Atribuídos Ao Produto (Comprovação de eficácia atestada por laboratórios Reblados, ou seja, credenciados e reconhecidos pela ANVISA)
- Dados De Segurança De Uso (Comprovação da segurança por laboratórios Reblados, ou seja, credenciados e reconhecidos pela ANVISA)
- Finalidade Do Produto (para que ele será indicado)
- Certificado De Venda Livre Consularizado (Somente quando for Cosmético Grau 1)
- Registro/Autorização De Empresa/Certificado De Inscrição Do Estabelecimento (É o registro que permite o funcionamento da empresa)

Achou fácil? Pois é, mas não acaba por ai! Porque a ANVISA ainda pode achar que faltaram dados de estabilidade, ou mais informações de segurança, ou então que os ensaios de eficácia apresentados não são suficientes para comprovar o uso que a empresa está indicando... Daí ela pode solicitar mais "exigências" nesse processo ou negar o registro, e tem que se iniciar toooodo o processo denovo!
Nesse momento você deve estar pensando: “Mas é só mentir tudo isso!” Ééééééé... vai lá... mente! Só não esquece que a cada ano a ANVISA pode fazer uma “visitinha” surpresa! Sim! A ANVISA faz inspeções periódicas nas empresas para conferir os documentos, a produção, os produtos. Empresa que não está em conformidade com o que foi apresentado no Dossiê PERDE o registro do produto e ainda corre o risco de fechar as portas!
É aqui que entra o setor da Garantia da Qualidade! Esse povo luta para que todos os processos dentro da empresa entejam em conformidade com as normas da ANVISA. Assim, esse setor garante a qualidade dos produtos que a empresa produz, garante que não aparecerão “não conformidades” nas visitas da ANVISA, garante que tudo estará dentro das normas de boas práticas de fabricação!

E agora eu pergunto: Lendo esse pouquinho que eu apresentei, você acha que uma empresa grande, com nome forte no mercado, vai se arriscar produzindo algo fora das normas? PENSA!
Claro que sempre se pode dar um jeitinho de burlar as leis e os órgãos regulamentadores, mas para que que grandes marcas como Tanagra, Rischon, De Sirius, Cadiveu e Truss, por exemplo, iriam manchar seus nomes e suas marcas produzindo escova progressivas “batizadas informalmente” com formol?! Fala sério!

bju
Denise


A Estrutura da Pele

A pele é o maior órgão do corpo humano, composta por três camadas: a epiderme, a derme e a hipoderme (camada mais interna de tecido adiposo). Ela atua como uma barreira protetora, prevenindo a perda de água e bloqueando a entrada de agentes exógenos.
Epiderme: é constituída de várias camadas de queratinócitos (células responsáveis pela produção de queratina) em diferentes estágios de maturação. Essa é a camada responsável pela prevenção da desidratação das demais camadas. Na epiderme está o extrato córneo, que é a parte mais externa da epiderme. O extrato córneo é a barreira protetora contra a penetração de substâncias estranhas ao corpo.
Derme: é um tecido elástico e resistente que proporciona resistência física ao corpo inteiro. Essa camada fornece os nutrientes para a derme e é formada por células como fibroblastos, granulócitos, colágeno, elastina, glicosaminoglicanos e glicoproteínas.


A Estrutura do Cabelo

O fio de cabelo é formado pelos seguintes componentes: a cutícula, o córtex e a medula.
Cutícula: é constituída por proteínas, é parte mais externa do fio, sendo responsável pela proteção das células do córtex. É a camada cujas propriedades estruturais servem de proteção contra influências externas, ela é responsável pelo ingresso e egresso de água, o que permite manter as propriedades físicas da fibra. É formada por células escamosas de queratina que se sobrepõem umas as outras, lembrando escamas de peixe, formando uma cobertura.
Cortex: ocupa a maior área seccionada do fio (75 %) e é constituído por células ricas em ligações cruzadas de cistina (enxofre) e células rígidas separadas uma a uma por uma membrana celular. O córtex é formado por macrofibrilas de queratina alinhadas na direção do fio. Distribuídos aleatoriamente no córtex estão os grânulos de melanina cujo tipo, tamanho e quantidade determinam a cor do cabelo.
Medula: No interior do córtex está localizada a medula, porém esse componente pode estar presente ou ausente ao longo do comprimento do fio.